“Calvo do Campari”: MPSP suspende ação, mas reconhece ameaça a atriz

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São Paulo – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) suspendeu, por dois anos, o processo contra o coach e influenciador Thiago Schutz, conhecido como “Calvo do Campari”, por ameaça e violência psicológica contra duas mulheres pelas redes sociais em fevereiro deste ano.

Schutz enviou uma mensagem para a atriz Livia La Gatto e para a cantora e sambista Bruna Volpi exigindo que ambas tirassem os vídeos em que falavam dele nas redes sociais. Caso contrário, nas palavras do coach, seria “processo ou bala”.

Em fevereiro, por meio de vídeo nas redes sociais, Schutz disse que fala muito palavrão e que sua mensagem foi mal interpretada. Que “bala” não foi usada no sentido literal, e sim, no sentido de resolver a questão. “É a forma que eu me comunico, tá? Não tenho vergonha de falar dessa forma”, disse.

A Justiça reconheceu que atriz foi ameaçada, mas divulgou decisão em julgamento realizado na tarde desta quinta-feira (9/11).

A ação pode ser reaberta caso Thiago Schutz cometa um novo crime nos próximos 24 meses. Caso contrário, o processo é automaticamente extinto ao final do período. Além disso, ele está obrigado a comparecer bimestralmente por esse período a um cartório para assinar sua presença e justificar suas atividades profissionais. Também não poderá sair da cidade onde reside, por mais de oito dias, sem autorização.

Como a lei prevê a possibilidade de suspensão do processo em casos de ameaça e violência psicológica, o MP propôs logo no início da audiência, que ocorreu via videoconferência, essa medida à Justiça, que concordou, tirando a necessidade dos depoimentos das testemunhas do caso.

O advogado Iberê Bandeira, que defende Lívia La Gatto, afirmou que vai recorrer da decisão: “Ela quer uma punição que faça o influenciador sair da posição de agressor de mulheres. Chamamos de ‘desincentivo’. É o que ele precisa para parar de cometer crimes. Ele faz o mesmo com mulheres em geral, basta ver as páginas dele”.

Já os advogados Guilherme Wiltshire e Otoniel Leite, da Marinho & Wiltshire Sociedade de Advogados, que defendem Thiago Schutz, dizem que “Justiça e MP simplesmente seguiram a lei. A lei prevê que para esses tipos de crimes existe a suspensão condicional do processo”.

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