Sopro no coração: entenda a doença do sertanejo João Carreiro

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O músico João Carreiro, 41 anos, uma das vozes mais conhecidas do Brasil, morreu na noite da última quarta-feira (3/1) após complicações decorrentes de uma cirurgia no coração. A informação foi confirmada pela família e amigos do cantor.

João Carreiro ficou famoso em todo o país pela parceria com Capataz e é considerado uma das vozes mais marcantes do sertanejo nacional. O cantor passou pela cirurgia para trocar uma válvula do coração devido a um sopro no órgão, que é tecnicamente chamado de prolapso.

O quadro é um distúrbio em que o sangue flui de maneira anormal nas válvulas cardíacas. O movimento pode ser escutado com um estetoscópio.

Sintomas Segundo o Manual MSD de Saúde, a maioria das pessoas com prolapso da válvula mitral não tem sintomas. Alguns podem apresentar dor torácica, pulso rápido, palpitações (consciência dos batimentos cardíacos), enxaqueca, fadiga e tontura. Há ainda a possibilidade de a pressão arterial cair quando o paciente fica de pé.

Causas A causa é geralmente o alongamento excessivo do tecido da válvula devido a uma fraqueza de origem genética. O sopro pode ainda ser desenvolvido por outros distúrbios, como inflamação das articulações do coração, síndrome de Marfan e síndrome de Ehlers-Danlos.

Tratamento A maioria das pessoas com prolapso da válvula mitral não precisa de tratamento. Se o coração estiver batendo muito rápido, pode ser tomado um betabloqueador para reduzir a frequência cardíaca e diminuir as palpitações e outros sintomas.

O sertanejo precisou passar por uma cirurgia para trocar a válvula mitral e não resistiu às complicações do procedimento cardíaco.

Riscos de cirurgia no coração Segundo o site do Ministério da Saúde, as principais complicações de uma cirurgia cardíaca incluem hemorragia, hematoma, edema, infecção e abertura espontânea dos pontos cirúrgicos ou da cicatriz ao longo de sua linha de incisão cirúrgica.

“A cirurgia cardíaca é um grande procedimento cirúrgico, com peculiaridades no pré, intra e pós-operatório que fazem dela uma subespecialidade na cardiologia e anestesiologia. As complicações podem evoluir para uma parada cardíaca e, em seguida, a morte”, destaca o documento do governo.

Contudo, negligenciar a necessidade de uma cirurgia cardíaca é tão perigoso quanto os riscos de passar pelo procedimento. Quando a operação é postergada, complicações e sequelas proporcionadas pela própria doença poderão surgir de forma mais grave.

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