Decisão de Haia frustra palestinos, mas Hamas diz que ela isola e expõe crimes de Israel

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O Hamas e a Autoridade Palestina comemoraram a decisão do Tribunal de Haia apesar de não ter sido exatamente o que os palestinos esperavam. Em um comunicado, o grupo islâmico disse que a “decisão da Corte (Internacional) de Justiça é um avanço importante que contribui para isolar Israel e expor seus crimes em Gaza“, enquanto a Autoridade Palestina afirmou que isso mostra que “nenhum Estado está acima da lei”. “A ordem da CIJ [Corte Internacional de Justiça] é um lembrete importante de que nenhum Estado está acima da lei”, disse o ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riyad al Maliki, em um vídeo. O tribunal de Haia é o mais alto órgão judicial da ONU.

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Nesta sexta-feira, 26, após a África do Sul acusar Israel de ter “intenções genocidas” na Faixa de Gaza, a CIJ pediu a Israel para garantir, com efeito imediato, que seus militares não cometam qualquer ato proibido pela Convenção sobre Genocídio. O Estado israelense deve também “tomar medidas imediatas e eficazes para permitir a prestação de serviços básicos e assistência humanitária urgentemente necessários para fazer face às condições de vida adversas enfrentadas pelos palestinos na Faixa de Gaza”. A decisão da foi lida pela juíza presidente da câmara, a americana Joan E. Donoghue, que mencionou inúmeras declarações feitas por funcionários de alto escalão e contidas em relatórios da ONU, que alertam para a gravidade da situação humanitária em Gaza. Contudo, apesar dessa decisão, eles não mencionaram nada sobre um cessar-fogo com efeito imediato.

A guerra no Oriente Médio, que acontece desde o dia 7 de outubro, já deixou mais de 26.083 mortos e 64.487 feridos na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde do enclave. “Nas últimas 24 horas, a ocupação israelense cometeu 19 massacres contra famílias na Faixa de Gaza, causando 183 mortos e 377 feridos”, afirmou a pasta de Saúde de Gaza, controlada pelo Hamas. Além dos mortos e feridos – a maioria deles crianças e mulheres –, há cerca de 8.000 desaparecidos sob os escombros ou outros locais, mas Israel “impede que ambulâncias e equipes de Defesa Civil cheguem até eles”, acrescentou o ministério. A guerra, que eclodiu após um ataque do Hamas contra Israel que terminou com 1.200 mortos e 250 sequestrados levados para Gaza, entrou nesta sexta-feira no seu 112º dia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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