Lula diz que governo brasileiro não se manifestou sobre a morte de Navalny por ‘questão de bom senso’

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo, 18, que o governo brasileiro não se manifestou ainda sobre a morte de Alexei Navalny, principal opositor do presidente da Rússia, Vladimir Putin, por uma “questão de bom senso” e que é preciso aguardar a conclusão dos legistas. “Se a morte está sob suspeita, nós temos que primeiro fazer uma investigação para saber do que o cidadão morreu. Vamos acreditar que os médicos legistas vão dizer ‘o cara morreu disso ou daquilo’ para você poder fazer um pré-julgamento. Porque senão, você julga agora que foi não sei quem que mandou matar e não foi. Depois, você vai pedir desculpas?”, questionou Lula durante coletiva de imprensa realizada em Adis Abeba, na Etiópia. 

O petista citou a morte de Marielle Franco e afirmou que é preciso paciência para responsabilizar as pessoas certas. “Pra que essa pressa de acusar alguém? Você sabe há quantos anos esperamos o mandante do crime da Marielle? Seis. Não estou com pressa de dizer quem foi que matou, quero achar. Quando eu achar eu vou dizer que foi fulano de tal. Não quero especulação”, acrescentou. 

Como a Jovem Pan mostrou anteriormente, Navalny morreu na última sexta-feira, 16, na prisão do Ártico em que cumpria uma pena de 19 anos de prisão por acusação de “extremismo”, que se soma a outros nove crimes por “peculato”. Segundo informações divulgadas pelo serviço penitenciário, o detento passou mal após uma caminhada e as causas da morte estão sendo determinadas. A porta-voz do opositor, Kira Yarmish, acusa o governo russo de assassinato e dos investigadores manterem o corpo para encobrir o ato. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que Putin foi informado da morte, e até o momento da publicação desta matéria, não se pronunciou.

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