Forças políticas da Bahia duelam em eleição em Camaçari; obras e BYD devem ser trunfos de concorrentes

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Pelo tamanho e importância econômica, Camaçari deve ter uma das eleições mais visadas deste ano. Segundo maior PIB [Produto Interno Bruto) da Bahia e quarta cidade do estado em população, com 300,3 mil habitantes, o município vai colocar frente a frente candidaturas dos grupos políticos que rivalizam no estado.

 

De um lado, o atual presidente da Câmara de Vereadores, Flávio Matos (União), e, do outro, o ainda secretário de Relações Institucionais do estado, Luiz Caetano (PT). O primeiro apoiado pelo prefeito Antônio Elinaldo (União), que está no segundo mandato consecutivo. O segundo acolhido pelo governo do estado, que aposta no ex-prefeito da cidade por três mandatos.

 

Correm por fora o radialista Oswaldinho Marcolino (MDB), um ex-quadro de Governo de Elinaldo e crítico da atual gestão. Ainda há a empresária Sineide Lopes (Republicanos) e o servidor público Cleiton dos Santos (Novo) que pretendem se candidatar à prefeitura.

 

Para o pleito deste ano, o legado das administrações [municipal e estadual] devem ficar no centro das discussões. Interlocutores ouvidos pelo Bahia Notícias apontam que, contra Matos, podem crispar o assunto de infraestrutura, como o bloqueio de vias para obras, sobretudo na sede, que afetaram a situação de ambulantes, mobilidade urbana e queixas de servidores. Em desfavor de Caetano devem entrar na pauta problemas na saúde, desde regulação estadual a aspectos da última gestão dele no setor quando era prefeito.

 

No quesito vantagens, Flávio Matos deve surfar nas ações de Elinaldo, como obras do Viaduto do Trabalhador e uma praça de esportes em Jauá. Do lado de Caetano, o grande trunfo é a chegada da BYD, maior fabricante de carros elétricos do mundo, que pretende revigorar a economia do município desde a saída da Ford.

 

Vereador mais votado no último pleito com 3,3 mil votos, o fisioterapeuta camaçariense Flávio Matos tem 44 anos e é o atual presidente da Câmara de Camaçari. O vereador, que já passou pelo PTB, é filho do ex-edil da cidade, o sergipano José Matos, que chegou em Camaçari, nos anos 1970.

 

Já o farmacêutico Luiz Caetano, nascido em Central, na região de Irecê, tem 69 anos. Na política de Camaçari desde o início dos anos 1980 já foi vereador e prefeito da cidade por três vezes, além de deputado estadual e federal.

 

Neste ano, Camaçari pode entrar no grupo de cidades com direito a ter segundo turno. Pelos cálculos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o município registrou 201,2 mil eleitores. A condição assegura a disputa em dois momentos caso o candidato mais votado não tenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. 

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