Defesa comprova que homem preso por sequestro em SP dava aulas no momento do crime

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Um professor preso por sequestro em São Paulo estaria dando aula na hora em que o crime foi cometido, de acordo com a escola em que ele trabalha a mais de 200 quilômetros do local do crime.

 

Clayton Ferreira dos Santos, 40, professor de educação física, foi preso nesta terça-feira (16), após ter sido reconhecido pela vítima do crime, ocorrido na região do Vale do Ribeira, ao sul do estado de São Paulo. A senhora de 74 anos, teve R$ 11 mil roubados e teria reconhecido o professor através de uma foto.

 

De acordo com o UOL, o portal teve acesso a um boletim de ocorrência que descreve que a vítima teria sido capturada numa via do centro de Iguape e levada dentro de um Celta preto. Estariam no carro duas mulheres e um homem que a teriam levado a uma agência bancária e forçado a realizar dois saques: um no valor de R$ 5.000 e outro no valor de R$ 6.000. A vítima ainda afirma que foi obrigada a depositar os valores na conta de uma das mulheres e que os criminosos sabiam que ela possuía um bom valor guardado. 

 

Após rodarem com a vítima pela cidade, a teriam deixado em uma rodovia e levado os seus cartões de crédito. A mulher dona da conta alvo dos depósitos também teria sido reconhecida pela vítima e teve prisão preventiva decretada.

 

A defesa de Clayton afirma que o professor se encontrava na capital paulista, a mais de 200 quilômetros do local do crime, na hora do ocorrido. A escola estadual na qual Clayton trabalha, na zona sul de São Paulo capital, emitiu um documento corroborando essa ideia. 

 

O documento teria sido assinado por Clayton e pelo diretor da instituição afirmando que o professor trabalha na escola de segunda a sexta-feira entre 7h e 16h20 e que estaria presente na instituição no dia do crime. “Posso afirmar que ele trabalhou no dia 31. Fiz a declaração dos horários, todos eles, e encaminhei”, afirma Vilson Sganzerla, diretor da unidade.

 

Danilo Reis, advogado do professor, afirma que entrará com pedido de habeas corpus e de revogação da prisão temporária. “Mais uma pessoa negra, de comunidade, sem apontamento negativo criminal algum, está em cárcere por causa de um mero reconhecimento fotográfico”, afirma Reis. Contatada, a esposa do professor afirma estar “apavorada” com a situação e impossibilitada de falar no momento.

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