Anticiclone: entenda fenômeno que deve atingir o país até maio

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Nos próximos dias, um fenômeno meteorológico conhecido como anticiclone, ou zona de alta pressão, tomará conta de parte do Brasil, impactando diretamente as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul do país. O sistema, caracterizado por uma massa de ar seco e quente, agirá como uma barreira atmosférica, dificultando a formação de nuvens e promovendo um aumento das temperaturas.

Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Andrea Ramos, o anticiclone é uma área de alta pressão que mantém o ar seco e quente em sua área de influência, inibindo a formação de nuvens de chuva. Este padrão climático já está gerando alertas de baixa umidade em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Prevê-se que o anticiclone se fortaleça nos próximos dias sobre Mato Grosso do Sul e Paraná, antes de migrar para o Sudeste entre o final de abril e início de maio.

Devido à sua natureza descendente, o anticiclone impede a ascensão do ar, dificultando a chegada de frentes frias e favorecendo a permanência do ar seco e quente.

Onda de calor Segundo previsões da Climatempo, o Brasil está prestes a enfrentar outro episódio de onda de calor, mesmo durante o outono. Caso se confirme, esta será a quarta vez que o país registra temperaturas recordes desde o início de 2024.

As regiões mais afetadas serão Mato Grosso do Sul, noroeste do Paraná, centro-oeste de São Paulo, sul de Mato Grosso e áreas de Goiás. Alertas de perigo potencial para baixa umidade do ar foram emitidos para algumas regiões desses estados, com umidade relativa variando entre 30% e 20%.

Apesar da média de temperatura em São Paulo para abril estar abaixo do normal, a previsão da Climatempo indica máximas de 32 ºC no domingo (28/4) e na segunda-feira (29/4).

Onda de calor: veja 7 dicas de como se proteger das altas temperaturas A tendência é que as temperaturas permaneçam elevadas até o dia 2 de maio.

Pouca chuva nos próximos dias Com o Brasil em transição para o período de seca, não são esperadas chuvas significativas na maior parte das regiões nos próximos dias, de acordo com o Inmet. As chuvas ficarão restritas aos extremos do Brasil.

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