Presidente de Portugal reconhece culpa do país por escravidão e colonialismo no Brasil

Publicado em

spot_img
Tempo estimado de leitura: 2 minutos


000 327b68t

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, reconheceu a responsabilidade de seu país nos crimes cometidos durante a escravidão transatlântica e a era colonial. A fala aconteceu durante evento na noite da última terça-feira (23), que tinha como convidados correspondentes estrangeiros. O líder social-democrata afirmou que Portugal assume total responsabilidade pelos erros do passado, incluindo massacres, e que é necessário reparar essas injustiças. “Devemos arcar com os custos”, disse o presidente. Sousa afirmou mais de uma vez que pedir desculpas é a parte fácil. “Há ações que não foram punidas e os responsáveis não foram presos? Há bens que foram saqueados e não devolvidos? Vamos ver como podemos reparar isso”, afirmou. Em abril do ano passado, Rebelo já havia mencionado a necessidade de o país se desculpar e assumir sua responsabilidade no comércio transatlântico de escravizados, sendo o primeiro líder de uma nação do sul da Europa a sugerir tal atitude.

cta_logo_jp

Durante mais de quatro séculos, milhões de africanos foram sequestrados, transportados à força em navios por comerciantes europeus e vendidos como escravos, com Portugal desempenhando um papel significativo nesse sistema ao traficar quase 6 milhões de africanos. No entanto, o país ainda não confrontou adequadamente seu passado, com críticos apontando a falta de ensino sobre o papel de Portugal na escravidão nas escolas. A era colonial portuguesa, que submeteu países como Angola, Moçambique, Brasil, Cabo Verde e Timor Leste ao domínio português, é frequentemente vista como motivo de orgulho. 

A ideia de pagar reparações e corrigir injustiças históricas tem ganhado força globalmente, com exemplos como a Holanda pedindo desculpas pela colonização e escravidão na África e na Ásia, além de criar um fundo de 200 milhões de euros para medidas educativas. Em 2023, o Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Pessoas de Ascendência Africana recomendou a criação de um tribunal internacional para lidar com atrocidades relacionadas à escravidão, apartheid, genocídio e colonialismo, visando estabelecer normas legais para reivindicações de reparações internacionais e históricas.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

Que você achou desse assunto?

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- Publicidade -

ASSUNTOS RELACIONADOS

Vulcão islandês cospe lava a 50 metros de altura em nova erupção

Um vulcão na Islândia entrou novamente em erupção, marcando a quinta vez desde dezembro. A erupção ocorreu na península de Reykjanes, onde vivem cerca de 30.000 pessoas, ao sul da capital Reykjavik. O evento começou no início da tarde desta quarta-feira, após uma série de terremotos ao norte de Grindavik, uma cidade pesqueira com 3.800

Rei Charles III vai desfilar em carruagem para comemorar aniversário

Em tratamento contra o câncer, o rei Charles III desfilará em uma carruagem na comemoração de seu aniversário no dia 15 de junho, e não a cavalo como no ano passado, informou a agência de notícias PA nesta quinta-feira (30). O soberano do Reino Unido completará 76 anos só no dia 14 de novembro, mas

Mulher acumula dívidas após gastar milhares em compras enquanto dorme

Kelly Knipes, uma inglesa de 42 anos, enfrenta um pesadelo recorrente: ao acordar pela manhã, ela se depara com compras inusitadas em sua conta bancária, feitas durante o sono. Diagnosticada com parassonia, um distúrbio que provoca comportamentos involuntários durante a noite, Kelly já acumula cerca de R$ 20 mil em dívidas e teme novos golpes.