Livraria Cultura vai abrir loja em casarão histórico de Higienópolis

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São Paulo — Depois de fechar a famosa loja no Conjunto Nacional, a Livraria Cultura vai inaugurar uma nova unidade em um casarão histórico em Higienópolis, bairro nobre na região central de São Paulo. A informação, divulgada em uma rede social, foi confirmada ao Metrópoles pelo advogado da rede, Gustavo Bismarchi.

Antes de fechar as portas, a antiga loja na Avenida Paulista estava no centro de uma batalha jurídica depois do pedido de recuperação judicial do grupo que administra o estabelecimento.

A unidade acumulava dívidas com aluguéis que ultrapassavam R$ 15 milhões. Na época do encerramento das atividades, em abril, a livraria afirmou que a decisão de fechamento ocorreu depois de três anos de negociações com o proprietário do imóvel a respeito do valor do aluguel.

A futura nova unidade fica localizada na Avenida Angélica, 1212, em um imóvel com 505 m² de área construída. Um site de aluguel de imóveis divulgava o casarão ao custo de R$ 120 mil mensais. Não foi possível, no entanto, confirmar que o preço seja atual já que o imóvel está indisponível.

A edificação é tombada e foi construída na década de 1920 para a família do médico Adolpho Schmidt Sarmento. Mais recentemente, em março, abrigou o evento “Futuro Mercado – Edição Criadoras Brasileiras”. Antes, foi sede de uma agência do banco Itaú exclusiva para clientes de alto poder aquisitivo.

Despejo Em fevereiro, uma decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Raul Araújo havia mantido a determinação de despejo da Livraria Cultura da loja no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista. .

O despacho judicial negou um pedido da livraria para suspender ordem de despejo autorizada pelo juízo da recuperação judicial para desocupação de imóvel.

Em junho de 2023, o ministro suspendeu decisão da Justiça de São Paulo que alterou a recuperação judicial da livraria em falência. Após isso, a locadora do imóvel informou ao juízo recuperacional sobre ordem de despejo decretada em outro processo, e o magistrado autorizou a desocupação da loja, decisão mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Livraria Cultura, então, pediu ao STJ a ampliação da liminar que suspendeu a falência, para impedir o despejo.

O ministro Raul Araújo, na decisão, considerou que a ampliação dos efeitos da liminar, como buscado pela livraria, poderia tomar “contornos de um ‘cheque em branco’, apto a justificar futuros descumprimentos e coibir determinações importantes que são legitimamente asseguradas ao juízo da recuperação judicial ou a outros juízos singulares”.

Apesar de reconhecer a importância da sede atual da empresa para o fomento de suas atividades, o ministro destacou que a recuperação judicial não pode significar “uma blindagem patrimonial das empresas”.

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