Cannes terá Karim Aïnouz, doc sobre Lula e Davi Kopenawa

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O Festival de Cannes, na França, que começa no próximo dia 14 de maio e vai até o dia 25, terá produções brasileiras ou relacionadas ao Brasil em seus principais palcos de exibição e nas mostras paralelas.

Entre os concorrentes à Palma de Ouro, principal premiação do festival, está “Motel destino”, que levou o diretor Karim Aïnouz de volta à disputa pelo segundo ano seguido. Em 2023, Aïnouz participou do festival com “Firebrand”.

Filmado no Ceará, estado natal do diretor, o longa é definido por ele próprio como um “thriller erótico” e uma “história de amor”. Protagonista da produção, o motel cearense de beira de estrada é o palco do encontro entre um rapaz em fuga e uma mulher aprisionada em um casamento abusivo, interpretados por Iago Xavier e Nataly Rocha. Fabio Assunção também faz parte do elenco.

“Amarela”, de André Hayato Saito, concorre ao prêmio na categoria de curta-metragem. Ambientado em São Paulo, durante a final da Copa do Mundo de 1998, o filme de 15 minutos acompanha uma adolescente nipo-brasileira que rejeita as tradições de sua família japonesa e está ansiosa pelo título do Brasil.

“Lula”, documentário sobre o presidente dirigido pelo americano Oliver Stone, fará sua estreia em sessão especial no festival, e “Bye bye Brasil”, clássico de Cacá Diegues e LC Barreto lançado em 1979, será exibido no Cannes Classics de 2024. Restaurado em 4k, o filme não terá Diegues na plateia, que não viajará por restrição médica.

A Quinzena de Cineastas, mostra paralela ao Festival de Cannes dedicada à descoberta de novos diretores, terá a estreia de “A queda do céu”, documentário inspirado no livro homônimo de Davi Kopenawa e dirigido por Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha. O filme é centrado na festa Reahu, ritual funerário e mais importante cerimônia dos indígenas Yanomami.

Outra mostra competitiva paralela ao festival, a Semana da Crítica, selecionou duas produções brasileiras: “Baby”, que narra a relação entre um jovem e um garoto de programa em São Paulo, dirigido pelo mineiro Marcelo Caetano; e “A menina e o pote”, curta-metragem de animação da pernambucana Valentina Homem, cuja história se passa em um mundo distópico, onde uma garota quebra seu pote de cerâmica que guardava um segredo.

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