Frasco de fenol usado em paciente que morreu desaparece de clínica

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São Paulo — O frasco do fenol usado no procedimento estético que teria provocado a morte Henrique Chagas da Silva, de 27 anos, desapareceu da clínica da influencer Natalia Becker, de acordo com a equipe de investigação do 27º Distrito Policial de São Paulo. A mulher, que desapareceu na última segunda-feira (3/5) após a confirmação do óbito, é investigada por homicídio. Ela deve se apresentar na tarde desta quarta-feira (5/6).

De acordo com o delegado Eduardo Luís Ferreira, titular do DP, Jorge Macedo, marido da esteticista, disse em depoimento que o frasco usado no tratamento de peeling de fenol estaria na clínica. No entanto, uma equipe da Polícia Civil que esteve no local não encontrou o objeto.

“O frasco de fenol desapareceu. Nós estivemos no local dos fatos e não encontramos. Porém, ontem (4/6), o companheiro da vítima disse que havia esse frasco no local”, afirma o delegado ao Metrópoles.

Eduardo Luís espera que os depoimentos de funcionários da clínica estética e da própria Natalia possam esclarecer o ocorrido e se houve tentativa de prejudicar as investigações.

“Acredito que tudo isso seja esclarecido nos próximos dias com os depoimentos dos envolvidos”, diz ele.

Não era médica Natalia Fabiana de Freitas Antonio, conhecida como Natalia Becker, não era médica, de acordo com o Conselho Regional de Medicina. A entidade afirma que para realizar o peeling de fenol é necessário ter formação na área.

O procedimento, considerado agressivo, consiste na corrosão da derme e da epiderme, camadas da pele, para rejuvenescer o rosto.

Antes da realização do procedimento, é preciso submeter o paciente a uma série de exames preparatórios, para verificar o funcionamento cardíaco, já que a substância provoca arritmia. Durante o peeling de fenol, deve-se monitorar o coração do paciente para avaliar se há alterações.

De acordo com a Polícia Civil, a clínica não possuía equipamentos adequados para realizar a aplicação do produto.

Tipificação A equipe de investigação considera mais provável a hipótese de homicídio doloso, levando em consideração o fato de que Natália não possuía registro profissional como médica, o que seria necessário para realizar o procedimento. Caso o dolo seja confirmado, a prisão temporária da esteticista pode ser pedida.

“O fato é: existe crime de homicídio. Ainda resta definir qual tipo de homicídio que está diante de nós, se é um homicídio culposo, que teria ocorrido por conta de imperícia do profissional, ou um provável homicídio doloso, em que o agente, muito embora não queira a morte, acaba assumindo o risco de produzi-la”, afirma o delegado.

“Esperamos que ela compareça. Ela precisa explicar o que aconteceu. Configurando o dolo, caberia uma prisão temporária. Por isso, a necessidade de estabelecer adequadamente a conduta dela”, completa o delegado.

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