Exército de Israel aprova plano de ofensiva contra o Líbano ante aumento de tensões com Hezbollah

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O Exército israelense afirmou, nesta terça-feira (18), que “aprovou e validou” planos para uma possível ofensiva no Líbano, coincidindo com um aumento dos confrontos com o movimento Hezbollah e com uma relativa calma nos combates em Gaza. “Planos operacionais para uma ofensiva no Líbano foram aprovados e validados” durante uma reunião dos comandantes para avaliar a situação, indicou o Exército israelense em um comunicado. Pouco antes, o chanceler israelense, Israel Katz, ameaçou destruir o Hezbollah em uma “guerra total”. A guerra em Gaza, que se encaminha para o nono mês, resultou em um aumento das tensões na região, com as forças israelenses e o movimento xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã e aliado do Hamas, trocando agressões quase diariamente na fronteira entre Israel e Líbano. As advertências chegaram depois que Israel anunciou no fim de semana passado uma “pausa” diária na atividade militar na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, para facilitar o fornecimento de ajuda humanitária, coincidindo com a festa muçulmana do Eid al-Adha.

Esse anúncio de Israel acontece em um momento em que se tem uma pressão para implantação do plano de cessar-fogo apresentado por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, e aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU. Contudo, esses novos picos de tensão, podem prejudicar a execução da proposta, que será dividia em três fases, e fiz o fim da ofensiva em Gaza por seis semanas e a libertação dos reféns. Mas o chanceler israelense, Israel Katz, afirmou, em um comunicado de seu ministério: “estamos muito perto do momento em que decidiremos mudar as regras do jogo contra o Hezbollah e o Líbano. Em uma guerra total, o Hezbollah será destruído e o Líbano duramente atingido”.

A guerra entre Israel e Hamas eclodiu em 7 de outubro, quando militantes islamistas mataram 1.194 pessoas, em sua maioria civis, e sequestraram 251 no sul de Israel, segundo um levantamento baseado em dados oficiais israelenses. O Exército israelense estima que 116 pessoas sequestradas ainda estão em Gaza, das quais 41 teriam morrido. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva que deixou pelo menos 37.372 mortos em Gaza, também em sua maioria civis, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo Hamas desde 2007.

*Com informações da AFP

 

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