Em primeiro comício após tentativa de assassinato de Trump, Biden pede ajuda para ‘livrar EUA das armas de guerra’

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, realizou nesta terça-feira (16) seu primeiro ato de campanha após a tentativa de assassinato de seu rival republicano Donald Trump, a quem criticou por seu histórico e comentários, ao mesmo tempo em que pediu calma ao país. “Me ajudem a livrar as ruas dos Estados Unidos dessas armas de guerra. Nos disparos contra Donald Trump foi utilizado um AR-15… É hora de se desfazer delas”, instou o presidente, que disse estar aliviado por seu rival no pleito de novembro estar bem após a tentativa de assassinato. Em encontro organizado em Las Vegas (oeste) pela NAACP, a principal associação de direitos civis dos Estados Unidos, o líder democrata, de 81 anos, clamou pela redução da temperatura no país, que está em suspense após o ataque de sábado contra Trump. Biden também pediu a proibição do tipo de arma utilizada para tentar assassinar o recém-nomeado candidato presidencial republicano, que ficou ferido na orelha direita.

Porém, apesar de demonstrar ‘apoio’ a Trump, Biden criticou a trajetória do ex-presidente de 78 anos como um “inferno para os afro-americanos”, um eleitorado do qual busca apoio para defender sua candidatura vacilante. Retomando assim seus ataques após alguns dias de contenção pelo incidente de sábado, criticou também a referência de Trump aos “empregos dos negros” durante seu debate no final de junho, no qual o presidente teve uma atuação desastrosa, com dificuldade para se expressar com clareza.

Em entrevista à emissora NBC na segunda-feira, fez um esforço para parecer combativo. “Estou velho”, reconheceu, “mas sou apenas três anos mais velho do que Trump. E minha acuidade mental é muito boa”, frisou. Também defendeu sua retórica contra o ex-presidente depois dos republicanos o terem acusado de alimentar um clima perigoso que levou ao ataque a tiros contra Trump, que ficou ferido na orelha. Biden reconheceu ter cometido um “erro” ao pedir que Donald Trump fosse colocado “no centro do alvo” em um evento com doadores, dias antes do atentado.

*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Américo 

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