Biden recebe Netanyahu para promover cessar-fogo em Gaza nesta quinta

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No evento glamoroso no Congresso dos Estados Unidos, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, encontrará o presidente americano Joe Biden e a vice-presidente Kamala Harris em uma recepção menos efusiva do que a recebida pelo Legislativo. Esta reunião ocorrerá entre um primeiro-ministro com relações tensas com um presidente democrata que deixará o cargo em alguns meses. Biden, que recentemente desistiu de concorrer à reeleição, pressionará Netanyahu a buscar um acordo de cessar-fogo na devastadora guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em Israel em 7 de setembro.

Apesar de apoiar Israel desde o início do conflito, Biden tem criticado cada vez mais o número de vítimas civis em Gaza. Uma autoridade americana afirmou que as negociações para uma trégua e a libertação de reféns do Hamas podem estar em fase avançada. O encontro entre Biden e Netanyahu está agendado para o Salão Oval da Casa Branca às 13h locais (14h em Brasília), seguido de uma reunião com familiares dos reféns em Gaza.

Além disso, Netanyahu também terá reuniões com Kamala Harris, que não pôde comparecer ao discurso do líder israelense no Congresso devido a compromissos prévios. Harris foi uma das vozes do governo americano que mais enfaticamente solicitou um cessar-fogo. Posteriormente, na sexta-feira, Netanyahu viajará para a Flórida a convite do ex-presidente e candidato republicano, Donald Trump, com quem afirma ter uma excelente relação e homenageou durante seu discurso no Congresso. Algumas lideranças democratas boicotaram a visita de Netanyahu devido à condução da guerra que resultou em milhares de mortos em Gaza e em uma crise humanitária no território.

Os ataques do Hamas no sul de Israel resultaram em 1.197 mortes, principalmente civis, de acordo com dados oficiais israelenses. O grupo também sequestrou 251 pessoas, das quais 111 ainda estão em Gaza, com 39 presumivelmente falecidos. Fora da Casa Branca, manifestantes se reuniram para protestar contra a presença de Netanyahu, chamando-o de “criminoso de guerra”.

Escrito por Luisa Cardoso

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