O grupo Hezbollah, do Líbano, confirmou o falecimento de seu líder Fuad Shukr, alvo de um ataque conduzido por Israel em Beirute. A confirmação veio quase 24 horas após o bombardeio que ocorreu em uma região ao sul da capital libanesa, conhecida como Dahye. O Hezbollah declarou que Shukr, também conhecido como ‘Sayyed Mohsen’, é um “grande líder combatente” e o apresentou como mártir no caminho pela libertação de Jerusalém, sem fornecer detalhes sobre sua carreira militar.
Na manhã seguinte ao ataque, o Hezbollah comunicou que Shukr estava no edifício alvo de Israel, porém não divulgou seu paradeiro, informando que os esforços de resgate ainda estavam em andamento nos destroços da construção. Por outro lado, o Exército israelense anunciou a morte do comandante algumas horas após o atentado, descrevendo-o como o “comandante militar de mais alta patente do Hezbollah” e como o “braço direito” do líder do movimento, Hassan Nasrallah.
As autoridades militares de Israel também atribuem a Fuad Shukr a responsabilidade pelo ataque que resultou na morte de 12 crianças em um campo de futebol nas Colinas de Golã, território sob ocupação israelense, e vinham alertando há dias sobre uma resposta severa a esse ataque, do qual o Hezbollah nega envolvimento. Esta é a terceira perda significativa de um alto comandante do movimento libanês para Israel em pouco mais de seis semanas, representando a maior baixa desde os confrontos nas áreas de fronteira em outubro do ano anterior.
Segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde Pública do Líbano, o ataque da noite anterior em Dahye resultou na morte de cinco civis, incluindo dois menores, e deixou mais de 70 feridos.
Este artigo contém informações da agência de notícias EFE.
Por Tamyres Sbrile

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