TJ-BA define membros da Comissão Regional de Soluções Fundiárias; grupo foi criado há três meses

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) definiu os membros da Comissão Regional de Soluções Fundiárias (CRSF), que foi criada há três meses de acordo com as orientações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A missão da comissão, conforme declarado pelo próprio TJ-BA no momento da sua instalação, é promover a paz social e buscar soluções alternativas e consensuais para conflitos fundiários coletivos, visando efetividade, celeridade e economia de recursos públicos.

De acordo com o decreto judiciário publicado recentemente, a comissão será composta pelos seguintes titulares: o desembargador Cláudio Césare Braga Pereira como presidente; a juíza titular da 11ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, Maria Verônica Ramiro; a juíza titular da 53ª Vara dos Juizados Especiais de Salvador, Ana Conceição Barbuda Sanches; a juíza titular da 45ª Vara de Substituições de Salvador, Maria Cristina Ladeia de Souza; e a juíza titular da 11ª Vara de Substituições, Patrícia Didier de Morais Pereira.

Na suplência, estão o desembargador Manuel Carneiro Bahia de Araújo; a juíza Fernanda Karina Vasconcelos, titular da 1ª Vara de Família, Órfãos, Sucessões e Interditos de Camaçari; o juiz Antônio Gomes de Oliveira Neto, titular da 5ª Vara dos Feitos Relativos às Relações de Consumo, Cível e Comercial de Feira de Santana; a juíza Indira Fábia dos Santos Meireles, titular da 1ª Vara Cível de Salvador; e a juíza Mariana Deiró de Santana Brandão, titular da 17ª Vara Criminal de Salvador.

A Comissão Regional de Soluções Fundiárias funcionará como um suporte para a resolução pacífica das ações possessórias e petitórias coletivas.

Uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de junho de 2023 estabelece diretrizes para visitas técnicas nas áreas litigiosas e protocolos para ações envolvendo despejos ou reintegrações de posse em imóveis coletivos ou de populações vulneráveis.

As fraudes relacionadas à questão fundiária foram o cerne da denúncia da Operação Faroeste, que revelou atos de corrupção envolvendo desembargadores, juízes, advogados e empresários em litígios abrangendo mais de 800 mil hectares e valores bilionários no oeste baiano. As supostas vendas de sentenças incluíam decisões liminares para abrir matrículas de imóveis, cancelar registros e desmembrar terras em litígio.

Após investigações, o Ministério Público Federal (MPF) descobriu que o esquema de venda de decisões judiciais para legitimar terras na Bahia envolvia três grupos: o judicial, composto por desembargadores, juízes e servidores do TJ-BA; o causídico, formado por advogados intermediários entre os magistrados e os produtores rurais; e o econômico, composto pelos próprios produtores rurais.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

MP-BA instaura procedimentos para fiscalizar gastos com festejos juninos em municípios do oeste do estado

Resumo curto: O Ministério Público da Bahia instaurou procedimentos para acompanhar as contratações de apresentações artísticas nos festejos juninos de 2026...

Mulher vítima de violência doméstica confessa homicídio do marido em Salvador 

Um homem de 24 anos, identificado como Italo Gabriel Souto Barcelar, foi encontrado morto a facadas dentro da casa onde morava, no bairro...

CLDF homenageia PRF investigado por morte de motociclista

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) vai homenagear o policial rodoviário federal Marcello Carvalhedo Kovalski, alvo de inquérito do Ministério Público de...