Imprensa repercute morte de Alain Delon, a lenda do cinema francês

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“A minha carreira nunca foi um sonho, simplesmente aconteceu. Eu não fui destinado a ser Alain Delon. Eu deveria ter falecido há muito tempo. Isso é o destino”, foram as palavras proferidas por Alain Delon em uma edição especial da revista semanal Paris-Match dedicada a ele, em janeiro de 2018. Durante a entrevista, o ator, por vezes, referia-se a si mesmo na terceira pessoa, uma maneira de separar, claramente, o indivíduo Alain Delon do ator.

O renomado ator faleceu em sua residência, em Douchy, a cerca de 130 km de Paris, como anunciaram seus três filhos. Nascido em 1935, Delon adentrou o mundo do cinema de forma quase acidental. Sua beleza e atuação instintiva permitiram que ele se tornasse uma lenda desde cedo, através de uma série de filmes emblemáticos. Profundamente marcado por uma infância conturbada, ele sempre se retratou como um homem solitário, apesar de sua imensa popularidade e sucesso com as mulheres.

Quando nasceu em Sceaux, próximo a Paris, nada indicava que Delon seguiria uma carreira nas telas de cinema, mesmo tendo seu pai biológico como diretor de um pequeno cinema. No entanto, seu físico lhe conferiu, por muito tempo, o título de “o homem mais bonito do mundo” em diversas nações, incluindo a França, abrindo-lhe as portas para os estúdios de cinema.

“Para compreender Delon, sua personalidade com todas as suas fragilidades e a melancolia que parece nunca o abandonar, é necessário olhar para os primeiros 20 anos de sua vida, uma fase sombria e solitária que, segundo ele, poderia ter tido um desfecho trágico se não tivesse se tornado ator”, descreveu o jornalista Christophe Carmarans, da RFI.

Alain Fabien Maurice Marcel Delon tinha apenas 4 anos quando seus pais se separaram. Sua mãe o entregou aos cuidados de uma babá, a Sra. Nero, cujo marido era guarda na prisão de Fresnes (a segunda maior penitenciária da França, ao sul de Paris). “Passei parte da minha juventude dentro dos muros da prisão de Fresnes”, compartilhou em uma entrevista, referindo-se ao ambiente carcerário como algo peculiar que possivelmente contribuiu para sua proximidade com criminosos ao longo de sua vida.

Para ler o artigo completo, acesse o site da RFI, parceira do Metrópoles.

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