Candidato da oposição na Venezuela, Edmundo González, chega à Espanha para asilo político

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Edmundo González, o candidato da oposição na Venezuela, alcançou a Espanha depois que o seu pedido de asilo foi aceito pelo país europeu. Ele havia recebido um mandado de prisão da Justiça venezuelana há uma semana e estava em fuga desde então.

O candidato opositor chegou a Madri, a capital espanhola, no domingo (8), em uma aeronave da Força Aérea Espanhola, após deixar a Venezuela durante a noite de sábado (7). González era alvo de um mandado de prisão solicitado pelo Ministério Público e aceito pela Justiça venezuelana por se recusar a prestar depoimento no Supremo Tribunal do país sobre as eleições de 28 de julho.

Conforme informações da vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, o regime chavista concedeu salvo-condutos a González para assegurar “a tranquilidade e a paz política no país”.

De acordo com a rede de notícias norte-americana Bloomberg, o candidato da oposição passou mais de um mês abrigado na embaixada da Holanda após as eleições de 28 de julho. Segundo a oposição, González saiu vitorioso do pleito com dois terços dos votos, enquanto o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), aliado ao regime, reelegeu Nicolás Maduro com 51% dos votos.

Maria Corina Machado, líder da oposição no país, afirmou que o exílio de González foi aceito para preservar sua integridade. “Sua vida estava em perigo, e as crescentes ameaças, intimações judiciais, ordens de prisão e até tentativas de chantagem e coerção das quais ele foi alvo mostram que o regime não tem escrúpulos nem limites em sua obsessão por silenciá-lo”, declarou a política.

Segundo o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, González embarcou em um voo da Força Aérea Espanhola após contatos entre os dois governos e seguindo os trâmites legais. A vice-presidente venezuelana confirmou a informação e afirmou que, com a extradição, a paz política poderia ser restabelecida no país.

Em uma publicação em suas redes sociais, González declarou que tomou a decisão visando “mudar as coisas” e permitir que o país construa uma nova fase de sua história.

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