Militar quis ser preso de farda, enquanto PF tentou esconder celular

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A operação que prendeu quatro militares e um agente da Polícia Federal na terça-feira (19/11) foi marcada por tentativas de ao menos dois deles de tumultuar suas prisões.

Um deles foi o tenente-coronel Helio Ferreira Lima. Preso ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, o militar pediu à PF para vestir sua farda do Exército.

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Mario Fernandes foi secretário-adjunto da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro

Operação da Polícia Federal mira acusados de planejarem a morte de Lula
Operação foi deflagrada nesta manha
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General Mário Fernandes foi preso pela PF nesta terça-feira; em 2022, ele pediu a Bolsonaro a saída do então ministro da Defesa

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Mario Fernandes foi secretário-adjunto da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro

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Operação da Polícia Federal mira acusados de planejarem a morte de Lula

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Operação foi deflagrada nesta manha

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Como noticiou a coluna, fontes do Exército dizem que Helio teria viajado ao Rio na terça para participar, no fim da semana, de uma formatura do Exército em Niterói, cidade vizinha à capital.

Outro alvo que tentou tumultuar a prisão foi o agente da corporação Wladimir Soares. Segundo fontes da PF, quando os policiais chegaram à residência dele, em Brasília, o agente tentou esconder o celular, sem sucesso.

Vendo que não tinha saída, Wladimir topou falar o que sabia. De acordo com fontes da Polícia Federal, o agente prestou depoimento ainda na terça ao delegado da PF responsável pelo caso.

A oitiva ocorreu concomitantemente ao depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro que fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Como Lula foi avisado

O presidente Lula foi avisado da operação pessoalmente pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos, no início da manhã da terça. Ele soube do caso ainda no hotel onde estava hospedado no Rio para a cúpula do G20.

De acordo com um ministro do Palácio do Planalto que conversou com Lula após a operação, o presidente ficou “perplexo e indignado” com o suposto plano para matar a ele e seu vice, Geraldo Alckmin, em 2022.

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