Operação da PF traz peças sobre participação de núcleo de Bolsonaro em golpe, diz Pimenta

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O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, destacou que a Operação Contragolpe da Polícia Federal revela detalhes preocupantes sobre a participação de pessoas ligadas ao núcleo do governo de Jair Bolsonaro em um plano de golpe contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pimenta ressaltou que a investigação traz elementos novos e graves sobre a tentativa de golpe, afirmando que os eventos de 8 de janeiro de 2023 não eram meros protestos democráticos, como se pensava.

Durante reuniões relacionadas à cúpula do G20 no Rio de Janeiro, o ministro enfatizou que a operação evidencia um plano direcionado explicitamente contra Lula, o então vice-presidente Geraldo Alckmin e o ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Ele ressaltou que os fatos desmentem a narrativa de ações democráticas, demonstrando uma ação concreta e grave que envolveu membros do governo Bolsonaro em uma tentativa de impedir a posse do presidente eleito.

Na manhã de hoje, a Polícia Federal prendeu um general reformado ligado ao governo anterior, três integrantes de uma suposta milícia e um policial federal, acusados de conspirar para evitar a posse de Lula e ameaçar a independência do Judiciário. A investigação identificou um planejamento minucioso chamado “Punhal Verde e Amarelo”, que incluía até o assassinato de Lula e Alckmin.

Paulo Pimenta cobrou seriedade na apuração do caso, defendendo que todos os envolvidos em atos contra a democracia sejam identificados e responsabilizados. Ele ressaltou a ligação entre diversos episódios violentos, incluindo o suposto plano de golpe, o acampamento em quartéis antes da posse de Lula, os eventos de 8 de janeiro e atos extremistas em Brasília em 12 de dezembro de 2022.

O ministro alertou que os mesmos financiadores estavam por trás desses eventos e destacou a importância da ação da Polícia Federal. Ele exigiu que a investigação seja levada até as últimas consequências para garantir que crimes contra a democracia não fiquem impunes.

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