Operação Contragolpe: defesa de capitão da reserva nega envolvimento de militar com plano

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A Polícia Federal identificou que o agente Wladimir Soares repassou informações sobre a segurança do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva para pessoas próximas ao então presidente Jair Bolsonaro, participando do “intento golpista”. Um dos braços do grupo planejava assassinar o petista por envenenamento ou uso de químicos.

O capitão da reserva Sérgio Rocha Cordeiro, assessor especial de Bolsonaro, recebeu relatos sobre a segurança de Lula, mas sua defesa nega qualquer envolvimento nos eventos. Wladimir, preso na Operação Contragolpe, se declarou pronto para defender o Palácio e o presidente. No entanto, a PF considera que ele deveria ter passado as informações para a segurança de Lula, em vez de repassá-las para aliados de Bolsonaro.

Os investigadores apontam que Wladimir atuou em conjunto com uma organização criminosa envolvida em um plano de golpe de Estado, fornecendo dados que poderiam subsidiar ações violentas. A PF entrou no encalço de Wladimir na esteira de investigações sobre fraudes na carteira de vacinação de Bolsonaro.

Análises das mensagens do capitão da reserva revelaram que Wladimir forneceu informações sobre a segurança de Lula. Em áudios interceptados, ele discutiu detalhes da segurança do candidato eleito. Por sua vez, a defesa do capitão Cordeiro nega seu envolvimento nos fatos, afirmando que as mensagens não foram respondidas por ele, sua equipe ou Bolsonaro.

A defesa permanece à disposição para esclarecimentos sobre os fatos investigados, solicitando um jornalismo informativo e responsável.

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