PT acusa Partido Progressista, de Janaína Paschoal, de fraudar cotas de mulheres na eleição

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O Partido dos Trabalhadores (PT) entrou com uma ação na Justiça Eleitoral de São Paulo contra o Partido Progressistas (PP), acusando a sigla de fraude na cota de gênero nas eleições municipais de 2024. Alegam que cinco candidaturas femininas foram registradas apenas para cumprir a cota de 30%, sem real intenção das mulheres de concorrer ao cargo.

O PP de São Paulo afirmou que recebeu a notícia da ação “com grande surpresa” e a classificou como uma tentativa desesperada de um candidato não eleito de mudar a composição da Câmara Municipal de São Paulo. Outra ação similar foi protocolada pelo vereador Paulo Frange (MDB), que está em seu sétimo mandato na Câmara e não foi reeleito em outubro.

Caso a fraude seja comprovada, as punições previstas incluem a cassação dos diplomas dos candidatos da sigla, a nulidade dos votos obtidos pelo partido e a inelegibilidade daqueles que participaram da conduta ilegal. Isso resultaria na perda de mandato de vereadores eleitos, incluindo Janaína Paschoal, Major Palumbo, Dr. Murillo Lima e Sargento Nantes.

O PT teve sua ação extinta pelo juiz eleitoral, mas o partido pretende entrar com o processo novamente. As mulheres acusadas de participar como “laranjas” foram contactadas pela imprensa, mas muitas não responderam às solicitações até o momento.

A investigação se baseia em diversos indícios que sugerem a falta de efetividade das campanhas dessas mulheres, incluindo a baixa votação e a ausência de prestação de contas adequada. Janaína Paschoal, a única mulher da bancada do PP que poderia ser prejudicada, afirmou que não acredita na fraude.

O Progressistas de São Paulo emitiu uma nota negando as acusações e classificando a ação como uma tentativa desesperada de mudar a composição da Câmara Municipal. Destacaram que todos os candidatos do partido fizeram campanha, prestaram contas regularmente e tiveram votação satisfatória.

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