Operação Overclean: Conheça empresas envolvidas em esquema de desvios do DNOCS alvos da PF

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A Polícia Federal realizou a “Operação Overclean” para investigar desvios de verbas públicas no DNOCS. Além de 17 prisões, a operação cumpriu medidas nas sedes de diversas empresas envolvidas no esquema.

Os alvos da operação incluem empresários, servidores públicos e ex-dirigentes de órgãos públicos. Essas empresas são controladas pelos líderes da organização criminosa ou usadas como fachada para ocultar a origem ilegal dos recursos desviados dos cofres públicos.

Baseado na decisão da Justiça Federal, o Bahia Notícias listou as empresas citadas no documento:

  • Empresas de propriedade dos líderes da organização:
    • Allpha Pavimentações e Serviços de Construções Ltda: Empresa central no esquema, com contratos milionários com o DNOCS e outras prefeituras. A investigação aponta para superfaturamento, serviços não realizados ou mal executados, e pagamentos de propina a agentes públicos.
    • Larclean Saúde Ambiental Ltda: Empresa de limpeza com contratos suspeitos.
    • Qualymulti Serviços Ltda: Empresa de coleta de resíduos envolvida em fraudes.
    • Rezende Serviços Administrativos Ltda (posteriormente A & F Participações S/A): Empresa criada para ocultar bens e evadir impostos.
  • Empresas utilizadas como “fachada”:
    • FAP Participações Ltda: Empresa usada para movimentar recursos ilícitos e ocultar a origem do dinheiro.
    • Bra Teles Ltda: Empresa usada para dissimular pagamentos ilegais.
    • Viletech Saúde Ambiental Ltda: Empresa utilizada em transações financeiras suspeitas.
    • MM Limpeza Urbana Ltda: Empresa ligada ao “Rei do Lixo”.
    • Salvador Alimentos Eireli.
  • Outras empresas mencionadas:
    • PAP Saúde Ambiental Eireli.
    • OTAVIO NASCIMENTO BORGES ME.
    • FAP Larclean Participações Ltda.
    • Patrimonial Moura Ltda.

A investigação mostrou que a organização criminosa fraudava licitações em favor das empresas controladas por seus líderes, usando empresas fantasmas, superfaturamento de contratos e propinas a servidores públicos.

Lucas Lobão, ex-coordenador Estadual do DNOCS na Bahia, também está envolvido no esquema, conforme indicado pela investigação.

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