Policiais civis da 38ª DP (Brás de Pina) prenderam nesta terça-feira (3/3) Márcio Cea de Paiva, 45 anos, conhecido como Kinca, apontado como uma das principais lideranças da organização criminosa Povo de Israel, que atua em golpes e extorsões articulados a partir do sistema prisional. A prisão ocorreu em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, após trabalho de inteligência da delegacia. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto por roubo.
Segundo as investigações, Kinca já vinha sendo monitorado e era um dos alvos da Operação Espoliador, deflagrada no fim de fevereiro para combater roubos e outros crimes patrimoniais na região.
A captura ocorreu em São João de Meriti, após identificar o local, os policiais cercaram o imóvel e prenderam Kinca por volta das 15h. O trabalho de inteligência da delegacia indicou que o suspeito participava da Operação Espoliador, deflagrada para enfrentar golpes na região.
Durante a ação, os agentes encontraram outro homem com mandado de prisão pendente e cinco indivíduos com celulares roubados. Ao todo, sete pessoas foram conduzidas à delegacia; cinco acabaram autuadas em flagrante por receptação, enquanto Kinca e o segundo suspeito tiveram os mandados de prisão cumpridos.
Kinca ocupa posição de destaque dentro da organização criminosa Povo de Israel, sendo apontado como o terceiro na hierarquia do grupo. A facção emergiu no sistema penitenciário do Rio de Janeiro e é formada, em grande parte, por presos que continuam coordenando crimes mesmo encarcerados.
Segundo as investigações, o grupo atua principalmente em golpes e extorções por telefone, como o golpe do falso sequestro, movendo milhões de reais com as fraudes.
Histórico criminal — Levantamentos da 38ª DP apontam que Kinca possui extenso histórico, com registros por roubo de carga, receptação e estelionato, além de diversos cumprimento de mandados de prisão ao longo dos anos.
Ele também foi apontado como um dos envolvidos na onda de ataques registrada em novembro de 2010 no Rio de Janeiro, quando facções criminosas promoveram ações violentas em reação à instalação de forças policiais permanentes em regiões.
Na ocasião, Kinca chegou a ser preso e, devido à periculosidade, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande (MS).
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