Um laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) revelou que o adolescente Gregory Ribeiro Vasconcelos, de 17 anos, foi morto com tiros nas costas durante uma ação da Polícia Militar (PM) no Morro São Bento, em Santos, litoral de São Paulo, no dia 5 de novembro. O jovem foi atingido por oito tiros, sendo um de raspão no abdômen, dois no braço, um na coxa e quatro nas costas, sendo que alguns projéteis atravessaram seu corpo. A causa da morte foi um dos tiros na base do crânio.
A Polícia Militar admitiu que o menino Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, também foi morto durante essa ação, provavelmente por uma bala perdida disparada por um policial. A SSP informou que o caso está sob investigação pelo Deic de Santos, com os agentes envolvidos afastados das atividades operacionais.
De acordo com a versão da PM, policiais da Rocam faziam patrulhamento no Morro do São Bento quando foram atacados por criminosos. No entanto, moradores da região negam essa versão, afirmando que apenas os policiais dispararam. Entidades da sociedade civil repudiaram a ação da PM, considerando inaceitável a morte de civis, especialmente crianças, durante operações policiais.
Essas entidades destacaram que as mortes em operações policiais geram impactos devastadores nas famílias e minam a confiança nas forças de segurança, além de fortalecer o crime organizado. Defendem a necessidade de uma polícia profissional, capaz de investigar crimes graves respeitando a lei e combatendo o crime organizado, em vez de gerar mais violência e mortes. A investigação sobre a morte de Gregory e Ryan segue em andamento, enquanto as famílias das vítimas buscam por respostas e justiça.
Foto: Beatriz da Silva Rosa, mãe de Ryan, caminha pelo Morro São Bento, em Santos. (Crédito: William Cardoso/Metrópoles)
