“Rei do Lixo” já foi citado pela PGR em esquema de venda de sentenças

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Preso pela Polícia Federal em uma operação que investiga desvio de recursos públicos, o empresário conhecido como “Rei do Lixo” da Bahia, Marcos Moura, já teve seu nome envolvido em outros problemas judiciais. Em 2020, ele foi mencionado pela Procuradoria Geral da República (PGR) na Operação Faroeste, que investiga um esquema de vendas de sentenças na região oeste do estado.

Segundo o relatório da PGR, recursos provenientes do esquema ilícito teriam sido branqueados através da empresa de Marcos Moura, a “MM Consultoria Construções e Serviços”. O Ministério Público Federal destacou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentações suspeitas de R$ 9,7 milhões na empresa do empresário baiano.

O relatório da PGR aponta que Marcos Moura fazia parte do “núcleo de defesa social” da suposta organização criminosa, atuando como financiador do grupo. Além dele, integravam esse núcleo a ex-procuradora-geral do Ministério Público baiano, Maurício Barbosa, então secretário de Segurança Pública, e Gabriela Macedo, ex-chefe de gabinete de Barbosa.

Apesar de ter seu nome mencionado no relatório sobre indícios de lavagem de dinheiro para corrupção, Marcos Moura não está oficialmente sob investigação no caso das vendas de sentenças. Recentemente, ele foi preso na Operação Overclean, que investiga fraudes em licitações, desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Juntamente com ele, foi detido Francisquinho Nascimento, primo do deputado Elmar Nascimento.

Durante a prisão, Francisquinho Nascimento tentou se desfazer de uma sacola contendo R$ 200 mil, atitude flagrada pela PF. A empresa de Marcos, especializada em limpeza urbana, possui contratos vultosos com a administração da capital baiana e prefeituras ligadas ao União Brasil, partido ao qual o empresário é filiado e tem proximidade com lideranças como o ex-prefeito de Salvador ACM Neto e o presidente nacional Antônio Rueda.


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