AGU pede informações ao BC e cogita acionar Google judicialmente após ferramenta digital exibir dólar a R$ 6,30

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Um erro na exibição do valor do dólar pelo Google chamou a atenção da Advocacia-Geral da União (AGU), que planeja tomar medidas legais. Mesmo não sendo um incidente inédito, o equívoco ganhou destaque por ocorrer durante um feriado bancário.

A AGU informou que irá solicitar ao Banco Central (BC) informações sobre a cotação incorreta do dólar exibida pelo buscador Google no Natal. Mesmo com os mercados fechados, a plataforma indicava o dólar a R$ 6,35. A intenção é reunir dados para possíveis ações legais contra a empresa responsável pela ferramenta.

O Google mencionou que as cotações em tempo real são provenientes de provedores terceirizados, como a Morningstar, especializada em pesquisa de investimentos. A empresa afirmou estar trabalhando com parceiros para corrigir possíveis divergências.

A volatilidade da cotação do dólar em 2024, em meio à saída de capital estrangeiro e preocupações com a economia brasileira, tem levado o BC a realizar leilões extraordinários. Esta situação se intensificou com o anúncio de um pacote fiscal pelo governo, com ajustes que reduziram a economia prevista em R$ 2,1 bilhões.

O presidente interino do BC, Gabriel Galípolo, mobilizou equipes para atender à solicitação da AGU. A comunicação entre as instituições será feita de forma institucional, visando entender o impacto do erro na cotação do dólar e avaliar possíveis medidas contra o Google.


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