Estagnada, esquerda de SP patina para emplacar nomes para 2026

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Sem conquistar novas prefeituras em São Paulo, o PT saiu das eleições municipais preocupado com a falta de lideranças para 2026. A esquerda não teve destaque nas eleições deste ano, com partidos como o PSB também sofrendo uma estagnação. Partidos mais à direita, como PL, Republicanos e PSD, têm crescido tanto em prefeituras quanto em filiações.

Atualmente, há mais renovação na direita do que na esquerda, segundo a cientista política Juliana Fratini. Os partidos da esquerda enfrentam dificuldades para renovar seus quadros, com políticos tradicionais ocupando posições de destaque. A média de idade dos representantes do PT em São Paulo é de 60 anos na Câmara Federal e 61 na Assembleia Legislativa estadual.

A própria bancada petista reflete a falta de renovação, com lideranças mais velhas dominando o cenário político. O controle dos recursos e do poder por elites consolidadas impede a ascensão de novas lideranças, perpetuando a falta de diversidade dentro da esquerda.

Além disso, Fratini aponta uma resistência à inovação dentro da esquerda, que ainda está presa a um modelo específico de populismo representado pelo presidente Lula. Sem Lula, a esquerda enfrenta desafios para mobilizar o eleitorado, mostrando a necessidade de renovação e novas lideranças para os próximos anos.

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