Dólar fecha a R$ 5,79 após 12 dias de queda; Ibovespa sobe 0,31%, a 125,5 mil

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O dólar encerrou uma sequência de 12 dias em queda frente ao real, apresentando alta de 0,38%, sendo cotado a R$ 5,7942 nesta quarta-feira (5). Mesmo com esse movimento de alta, a moeda americana ainda registra uma queda semanal de 0,73%. No acumulado do ano, o dólar apresenta desvalorização de 6,25%, após um aumento significativo em 2024. Esse cenário é influenciado pelo recuo nos preços das commodities, especialmente do petróleo, além da perda de força das moedas latino-americanas.

Ibovespa

O Ibovespa, após três sessões em baixa, apresentou uma leve recuperação, com alta de 0,31%, atingindo 125.534,07 pontos. Destaque para o desempenho positivo da Vale (+0,54%) e dos grandes bancos, com Santander (Unit +6,20%) se destacando após a divulgação do balanço trimestral. Por outro lado, Petrobras teve um dia negativo, com quedas tanto em suas ações ordinárias (-1,01%) quanto preferenciais (-0,73%). O volume financeiro movimentado foi de R$ 19,6 bilhões.

Na semana e no mês, o Ibovespa acumula uma perda de 0,48%, após um ganho de 4,86% em janeiro. Dentre os destaques positivos do dia, temos Embraer (+15,51%), Auren Energia (+2,96%) e SLC Agrícola (+2,72%). Já no lado negativo, destacam-se Azul (-8,87%), Raízen (-7,65%), Vamos (-5,82%) e CVC (-5,21%). Grandes nomes como Itaú (PN +1,52%) e Bradesco (ON +1,46%, PN +2,33%) também tiveram desempenho positivo no dia.

A volatilidade nos mercados tem sido influenciada pelas ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua abordagem para a política comercial. Essa postura de avanços e recuos tem gerado instabilidade nos ativos como câmbio, curva de juros e ações em Bolsa. A estratégia utilizada por Trump, comum no meio empresarial, de elevar o nível de pressão antes de negociações, tem mantido os investidores atentos e cautelosos.

Apesar da volatilidade trazida pelas declarações e ações do presidente americano, o mercado demonstra certo ceticismo diante das oscilações constantes. Essa postura de Trump tem gerado ruídos nos mercados, causando variações nos preços dos ativos. No entanto, o comportamento do presidente tem sido questionado, e os fundamentos econômicos têm sido mais determinantes nos movimentos dos mercados, como foi observado na sessão do petróleo, que registrou quedas mesmo diante de tensões geopolíticas.

É essencial manter-se atualizado sobre os acontecimentos econômicos globais e locais, a fim de entender melhor as movimentações dos mercados e tomar decisões embasadas. Acompanhar de perto os desdobramentos das políticas comerciais e econômicas é fundamental para se posicionar de forma estratégica diante do cenário atual.

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