TPI condena sanções de Trump e afirma que “continuará a fazer justiça”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal Penal Internacional (TPI) e o Conselho Europeu rejeitaram veementemente as sanções impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à instituição, assegurando seu compromisso em manter a busca pela justiça em escala global.

Em comunicado oficial, o TPI condenou a iniciativa dos Estados Unidos de impor sanções aos seus funcionários, afirmando que tal medida visa interferir em seu trabalho judiciário imparcial e independente. Ressaltando seu apoio ao pessoal do tribunal, o TPI reafirmou a determinação de continuar seu papel na busca pela justiça, oferecendo esperança para milhões de vítimas inocentes de atrocidades ao redor do mundo.

Donald Trump assinou um decreto destinado a aplicar sanções contra o TPI, alegando que a instituição agiu ilegalmente e injustamente contra os Estados Unidos e Israel, um aliado próximo.

O Ministro das Relações Exteriores de Israel endossou as sanções contra o TPI, classificando as ações do tribunal como “imorais” e ilegítimas. Para Israel, o TPI estaria perseguindo agressivamente líderes eleitos do país, que é a única democracia no Oriente Médio, e careceria de legitimidade por Israel e os Estados Unidos não serem membros do tribunal.

O decreto assinado por Trump impede a entrada nos EUA de dirigentes e funcionários do TPI, bem como de seus familiares mais próximos e qualquer pessoa que tenha colaborado com investigações do tribunal. Além disso, prevê o congelamento de ativos detidos nos Estados Unidos por essas mesmas pessoas.

A postura dos Estados Unidos, aliada a de Israel, como não membros do TPI, põe em xeque a obrigação dos 125 membros do tribunal em Haia, Holanda, de entregar qualquer pessoa procurada que adentre seu território.

O presidente do Conselho Europeu alertou que as sanções de Trump ameaçam a independência do TPI, comprometendo o sistema de justiça internacional como um todo.

Enquanto a União Europeia lamenta a decisão norte-americana e reserva-se o direito de adotar suas próprias medidas, a Holanda expressou tristeza pela situação, uma vez que o trabalho do TPI é essencial na luta contra a impunidade em escala global.

A controvérsia surge em meio a um mandado de prisão emitido pelo TPI contra o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, sob alegações de crimes de guerra e contra a humanidade durante conflitos em Gaza.

A decisão de Trump e as reações que lhe sucederam intensificam o debate sobre a independência do TPI e o papel de organizações internacionais na busca por justiça e direitos humanos fundamentais em todo o mundo.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Polícia mira grupo que exaltava massacre de Suzano e planejava ataque

Operação prende grupo extremista que incitava violência pela internet Um grupo criminoso que incitava crimes de extrema violência pela internet foi alvo de uma...

Diddy deve virar testemunha-chave em julgamento sobre morte de Tupac

Sean “Diddy” Combs, atualmente detido por acusações de transporte com fins de prostituição, pode se tornar peça central em um desdobramento judicial do...

Infarto de Herson Capri acende alerta sobre saúde do coração

Resumo: Herson Capri volta às redes após infarto e especialistas explicam sinais, tratamento e recuperação Herson Capri reapareceu nas redes na noite de 15...