Intenção de consumo das famílias cai 0,2% de janeiro para fevereiro

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A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou recentemente dados que revelam uma queda de 0,2% na intenção de consumo das famílias brasileiras de janeiro para fevereiro deste ano. O índice alcançou 104,5 pontos, marcando uma retração significativa em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a queda foi de 1,1%. Este declínio é atribuído principalmente à redução na compra de bens duráveis, que registrou uma queda de 1,6% no mês. Produtos como eletrodomésticos, móveis e veículos, que são tradicionalmente adquiridos com menos frequência em tempos de incerteza econômica, foram os mais afetados.

A análise anual oferece um panorama ainda mais preocupante, com uma diminuição de 4,8% na compra de bens duráveis em relação a fevereiro do ano anterior. Este comportamento cauteloso no consumo foi observado tanto em famílias de maior renda quanto naquelas que ganham menos de 10 salários mínimos. A dificuldade no acesso ao crédito impactou especialmente as famílias de maior renda, que reduziram sua intenção de compra.

No entanto, há um lado positivo: o mercado de trabalho apresentou sinais de melhora, com um aumento na satisfação com o emprego e na percepção de oportunidades profissionais. O presidente da Confederação Nacional do Comércio expressou preocupação com o futuro próximo, alertando que, apesar dos esforços para manter o padrão de consumo, o comércio pode enfrentar uma desaceleração nas vendas nos próximos meses.

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