Aliada do PCC e chefona na Bahia, Dona Maria tem preventiva decretada

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

São Paulo — Jasiane Silva Teixeira, mais conhecida como “Dona Maria”, teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça da Bahia. Ela é apontada como líder da facção criminosa BDN (Bonde do Neguinho) no estado e é aliada do Primeiro Comando da Capital (PCC). Sua captura ocorreu em janeiro deste ano, no bairro Jardim Nossa Senhora do Carmo, na zona leste de São Paulo.

Dona Maria está sendo investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público da Bahia (MPBA). Ela foi denunciada no dia 20 por crime de lavagem de dinheiro para o tráfico de drogas, utilizando até mesmo a conta de sua filha menor de idade. O mandado de prisão foi emitido pela Vara dos Feitos Relativos a Delitos de Organização Criminosa de Salvador.

A decisão judicial determina sua transferência para a Bahia. A prisão realizada em São Paulo foi decorrente de uma condenação a 14 anos de prisão pela participação no assassinato do agente penitenciário Luciano Caribé Cerqueira. Na ocasião de sua prisão, ela foi encontrada com R$ 66 mil em espécie, 10 celulares e documentos contábeis relacionados ao tráfico de drogas, tentando inclusive destruir provas ao perceber a presença da polícia.

O agente penitenciário assassinado era conhecido por sua postura rígida no combate ao crime na penitenciária de Jequié, Bahia, onde seu então marido, Bruno de Jesus Camilo, apelidado de “Pezão” e chefe do tráfico na região, esteve preso. Dona Maria foi responsável por auxiliar na articulação do assassinato.

A prisão preventiva foi decretada pelo MPBA visando garantir a ordem pública e econômica, evitando que a acusada interfira no processo criminal ou fuja da Justiça.

Jasiane é conhecida como a “Dama de Copas do Baralho do Crime” da Secretaria da Segurança Pública da Bahia e enfrenta quatro ações penais por homicídio e tráfico de drogas.

De acordo com as investigações do Gaeco, ela era responsável por gerir a BDN em Vitória da Conquista, sua cidade natal, cuidando da contabilidade e dos fluxos de caixa da organização criminosa. Descobriu-se que ela ocultava os lucros do crime pulverizando os recursos em contas de terceiros por meio de depósitos fracionados, dificultando o rastreamento financeiro e penal.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Venezuela vive luto e disputas políticas uma semana após terremotos

Resumo: Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 devastaram a Venezuela, deixando quase 2 mil mortos, mais de 10 mil feridos e dezenas...

iPhone de policial levado por travesti dentro de DP custa R$ 12 mil

Resumo: Uma jovem travesti de 19 anos foi detida pela Polícia Militar do Distrito Federal após furtar um iPhone 17 Pro Max, avaliado...

Empresa ligada a Augusto Lima processa prefeitura para se livrar de imposto

Empresa ligada ao ex-sócio de Daniel Vorcaro contesta pagamento de ITIV de R$ 63 mil em Salvador Uma empresa ligada...