Empresário com R$ 170 milhões de dívidas quer comprar o Ceub

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O Centro Universitário de Brasília (Ceub), com mais de 50 anos de história, corre o risco de mudanças significativas em sua estrutura devido a negociações avançadas envolvendo o empresário José Fernando Pinto da Costa. Com um passado marcado por escândalos em diversos processos judiciais e uma dívida bilionária com a União, o empresário busca adquirir uma parte considerável do Ceub, o que levanta preocupações sobre o impacto em sua reputação financeira e moral.

Comandando um grupo de empresas na área de educação privada, com destaques para a Universidade Brasil e a Uniesp, José Fernando acumula dívidas que ultrapassam os R$ 170 milhões, sendo a maioria referente a tributos previdenciários. Enfrentando problemas financeiros graves, a Uniesp, uma das instituições do grupo, está em processo de recuperação judicial e enfrenta acusações de descumprimento de obrigações financeiras.

Diante desse cenário, a possível aquisição de parte do Ceub por José Fernando causa apreensão entre os sócios da instituição, que têm a preferência na aquisição das cotas à venda. Caso não haja interessados dentro do grupo, o empresário surge como um dos principais candidatos a adquirir parte da universidade.

Impactos e Responsabilidades

O temor em torno da compra do Ceub também envolve a preocupação com uma possível responsabilidade solidária, já que, em casos de pluralidade de devedores, o credor pode exigir o pagamento da dívida de pessoas ligadas ao grupo econômico. Especialistas apontam que a situação pode resultar na venda das cotas e, em casos extremos, afetar o patrimônio dos demais sócios, caso a empresa comprada seja enquadrada em um grupo econômico com dívidas em pendência.

Por sua vez, o Centro Universitário de Brasília preferiu não se manifestar sobre as negociações. Já a Universidade Brasil negou qualquer envolvimento na compra do Ceub, destacando que as informações se referem especificamente à empresa, e não a negociações de José Fernando Pinto da Costa ou outras companhias do grupo.

A busca por maiores esclarecimentos levou o Metrópoles a procurar contatos com o grupo da Uniesp e diretamente com o empresário em questão. No entanto, até o momento do fechamento desta matéria, não houve resposta. O espaço permanece aberto para atualizações de manifestações.

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