Noboa busca líder mercenário dos EUA para conter violência no Equador

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O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou uma aliança estratégica com o líder mercenário dos Estados Unidos, Erik Prince, com o objetivo de enfrentar a crescente onda de violência que assola o país nos últimos anos. A parceria foi revelada recentemente por Noboa, que enfatizou a necessidade de auxílio internacional para lidar com o crime organizado e a violência que permeiam o Equador.

Em um encontro com Erik Prince, fundador da Blackwater, foi estabelecida essa colaboração estratégica para fortalecer as capacidades de combate ao narcoterrorismo e proteção das águas territoriais equatorianas contra a pesca ilegal. Noboa afirmou categoricamente: “Não haverá trégua. Não podemos retroceder. Seguimos em frente”.

O aumento do tráfico de drogas tem contribuído significativamente para o aumento dos índices de violência no Equador, com um aumento surpreendente de 674% na taxa de homicídios entre 2018 e 2023.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre como Erik Prince auxiliará especificamente no combate à violência no Equador, mas sua notoriedade como ex-oficial da Marinha dos EUA e fundador da Blackwater, empresa de mercenários de renome internacional, desperta interesse e questionamentos sobre seu papel nesse cenário.

Quem é Erik Prince

Erik Prince, ex-oficial da Marinha dos EUA, tornou-se amplamente conhecido como fundador da empresa de mercenários Blackwater, que prestou serviços ao governo dos Estados Unidos em missões ao redor do mundo. A Blackwater ganhou destaque negativo em 2007 após um episódio no Iraque, conhecido como o Massacre da Praça Nisour, no qual 17 civis foram mortos. Posteriormente, Prince vendeu a empresa, mas permaneceu ativo no universo dos mercenários.

Nos últimos meses, Erik Prince, que já atuou como conselheiro de Donald Trump, tem feito ameaças contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Ele lidera uma iniciativa chamada “Ya Casi Venezuela” (Quase Lá Venezuela), com o intuito de intervir na situação política do país governado por Maduro. O projeto, lançado em setembro de 2024, atualmente arrecada doações por meio de uma vaquinha online, aguardando avanços concretos.

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