Americanas: sem bancos, “não tinha chegado onde chegou”, diz delator

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Americanas: Um ex-diretor da Americanas revelou em sua delação premiada que a fraude bilionária envolvendo a empresa não teria alcançado a amplitude que atingiu sem o envolvimento dos bancos. O delator detalhou como maquiava as contas da empresa por meio de notas fiscais e como negociava com as instituições financeiras para encobrir as irregularidades. Segundo ele, os bancos tinham pleno conhecimento das práticas fraudulentas e sabiam exatamente a exposição total da companhia, colaborando para manter a fraude oculta.

A delação do ex-diretor faz parte de uma denúncia do Ministério Público Federal contra 13 ex-membros da alta administração da Americanas, acusados de organização criminosa e fraude bilionária. A Polícia Federal abriu uma nova investigação para apurar a possível participação de funcionários de grandes bancos no esquema, com foco nas informações fornecidas pelo delator.

As investigações revelaram que os executivos da Americanas agiram de forma coordenada, atuando como uma organização criminosa, com práticas criminosas que ultrapassavam o contexto empresarial. A denúncia os equipara a facções criminosas conhecidas, como o PCC e o Comando Vermelho. O MPF seguiu a linha de investigação da PF, acusando os envolvidos de organização criminosa, crime passível de pena de 5 a 10 anos de prisão.

Dentre os nomes centrais apontados na denúncia estão o ex-CEO Miguel Gutierrez, apontado como líder do esquema de manipulação contábil para inflar os lucros da empresa e manipular os preços das ações. Também são mencionados a ex-CEO da B2W, Ana Saicali, e outros ex-executivos e diretores da companhia.

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