Michelle Bolsonaro apela a Fux: “Não vai jogar seu nome na lama”

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Michelle Bolsonaro faz apelo a Fux: “Não vai jogar seu nome na lama”

Na manifestação bolsonarista na Avenida Paulista deste domingo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro fez um discurso inflamado em defesa da anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seu apelo, Michelle criticou a pena aplicada a Débora Rodrigues dos Santos, que foi condenada a 14 anos de prisão por pichar uma estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal. Ela fez um pedido direto ao ministro Luiz Fux, alegando que a sentença é desproporcional e apelando para sua sensibilidade.

“Luiz Fux, eu sei que o senhor é um juiz de carreira e o senhor não vai jogar o seu nome na lama. Não faça com essa mulher o que fizeram com outros. Nós temos uma mãe e duas filhas chorando a morte do seu pai e do seu esposo”, afirmou Michelle.

Michelle Bolsonaro ainda mencionou casos de envolvidos nos protestos que faleceram enquanto aguardavam julgamento e destacou a desproporção entre a punição de Débora Rodrigues dos Santos e a legislação relacionada a atos semelhantes. Além disso, em seu discurso, a ex-primeira-dama também reforçou a importância da liberdade de orientação sexual e religiosa, abraçando representantes de diferentes crenças religiosas presentes no evento.

Manifestação na Avenida Paulista

O ex-presidente Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro estiveram presentes na manifestação para demandar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O evento, organizado pelo pastor Silas Malafaia, teve início com diversos discursos e contou com a participação de políticos que criticaram a atuação do ministro Alexandre de Moraes e da Polícia Federal.

A anistia aos envolvidos nos protestos de janeiro se tornou o foco principal da manifestação, com os bolsonaristas argumentando que as penas aplicadas são excessivas. O batom, utilizado por Michelle Bolsonaro em um vídeo convocando para a manifestação, tornou-se símbolo do movimento em São Paulo, em referência à cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, que escribiu uma mensagem em uma estátua e foi alvo de uma pena considerada desproporcional.

Manifestantes levaram batom para a Avenida Paulista como forma de protesto, destacando a situação de Débora e pedindo pela anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

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