Maílson da Nóbrega: país tem “encontro marcado” com a crise em 2 anos

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Nos últimos 2 anos desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para seu terceiro mandato, e faltando apenas 18 meses para as próximas eleições, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega alerta que o governo atual tem sido relutante em implementar cortes de gastos ou medidas de responsabilidade fiscal. Em uma entrevista ao Metrópoles, Maílson, aos 82 anos, enfatiza que o Brasil estará sujeito a uma crise fiscal se não houver contenção nos gastos obrigatórios, como saúde, educação, Previdência e programas sociais.

O ex-ministro destaca que, se o governo não controlar a expansão dos gastos, o país poderá enfrentar uma crise até 2027, coincidindo com o início do mandato do próximo presidente. Maílson ressalta a importância de conter os gastos para evitar uma crise iminente, que dificilmente ultrapassará os próximos 2 anos.

“Nosso encontro marcado com a crise dificilmente vai passar dos 2 próximos anos”, afirma o ex-ministro. Ele também critica as políticas tarifárias de Donald Trump, presidente dos EUA, prevendo consequências temporárias.

Maílson aponta que o atual arcabouço fiscal, implementado no primeiro ano do governo Lula, é ineficaz devido ao crescimento desproporcional de gastos obrigatórios em relação às receitas. Ele alerta para a iminência de uma crise caso não haja um controle efetivo nos gastos públicos.

Sobre as turbulências nos mercados globais devido às tarifas de Trump, Maílson acredita que essas medidas são temporárias e terão impacto reversível. Ele destaca que a economia global está caminhando para uma desaceleração, com os EUA enfrentando possibilidade de recessão devido à incerteza criada pelas políticas atuais.

Diante desse cenário, Maílson enfatiza a importância da responsabilidade fiscal e do controle dos gastos públicos para evitar uma crise iminente e garantir a estabilidade econômica do Brasil.

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