Justiça do DF barra assinatura da compra do Banco Master pelo BRB; entenda

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A Justiça do Distrito Federal concedeu uma liminar para impedir a assinatura do contrato de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), ligado ao governo local. Essa decisão foi revelada na terça-feira (6).

O juiz Carlos Fernando Fecchio dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública, atendeu ao pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Embora a assinatura do contrato esteja suspensa, o juiz autorizou a continuidade dos atos preparatórios para a transação.

Os promotores apontaram irregularidades no processo, ressaltando que a aprovação do Conselho de Administração do BRB não mencionou a compra do Banco Master e que a decisão não passou pela assembleia de acionistas.

O MPDFT também argumentou que a negociação necessitava da aprovação da Câmara Legislativa do DF.

Para evitar “prejuízos futuros à coletividade”, o magistrado concedeu a liminar de suspensão.

O juiz justificou sua decisão citando “direito plausível” nas alegações do MPDFT e o risco de que o contrato fosse assinado antes que o Judiciário pudesse analisar adequadamente o caso.

Em março, o BRB anunciou a intenção de adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões, ficando com 58% do capital e 49% das ações ordinárias. A operação precisa ainda da autorização do Banco Central.

O BRB, em nota, afirmou que respeitará as etapas da operação e as aprovações regulatórias, reiterando seu compromisso com a legalidade e a transparência.

Controvérsias cercam essa negociação, pois o Banco Master adota uma política agressiva de captação, oferecendo rendimentos superiores às taxas médias do mercado.

Além disso, a instituição enfrenta desconfiança no mercado financeiro, especialmente após tentativas recentes de captação de recursos que não tiveram sucesso.

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