Favela do Moinho: protesto de moradores bloqueia operação de trens

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

São Paulo — Na tarde desta segunda-feira (21/5), a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) interrompeu a circulação dos trens da Linha 7-Rubi, 8-Diamante e 13-Jade devido a protestos de moradores da Favela do Moinho. Os manifestantes atearam fogo em um trecho dos trilhos, mas a Polícia Militar (PM) informou que a manifestação ocorreu de forma pacífica.

O protesto foi motivado pelo início da demolição de casas em um processo de reassentamento promovido pelo governo estadual. Este plano, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), prevê 11 mudanças com adesão voluntária.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação esclareceu que a demolição começou por seis casas em estado precário, já lacradas pela Prefeitura. O território da favela é da União, e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) está ciente da situação, discutindo soluções com o governo estadual e entidades que apoiam os moradores.

Demolições proibidas

Até que moradias adequadas sejam garantidas para quase mil famílias que vivem na Favela do Moinho, o governo paulista não pode realizar novas demolições. A detenção é apoiada pela Secretaria do Patrimônio da União e está em articulação para resolver a situação no território, envolvendo a Defensoria Pública e associações de moradores.

Recentemente, a ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, pediu mais diálogo ao governo estadual sobre as ações na favela.


Reassentamento voluntário

  • Como o território pertence à União, o governo do estado não pode realizar ações de reintegração de posse.
  • A alternativa proposta é um plano de reassentamento voluntário, gerido pela CDHU.
  • Os moradores têm a opção da Carta de Crédito Associativa (CCA) para imóveis disponíveis ou da Carta de Crédito Individual, onde podem buscar unidades e apresentar à CDHU.
  • Existem limites de R$ 250 mil para unidades no centro e R$ 200 mil para outros bairros.
  • Além disso, é oferecido um auxílio de R$ 2.400 para mudança e R$ 800 mensalmente para moradia.
  • Até agora, 87% das famílias aderiram ao programa, com 719 iniciando o processo.
  • 558 estão habilitadas para assinar contratos, e 496 já escolheram seu imóvel.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

Mulher que fingiu ter 12 anos faz aniversário de 38 anos

Resumo: Em Santa Catarina, a mulher Amanda Maria Sousa Oliveira, 38, foi presa após se passar por uma menina de 12 anos e...

PSOL cobra Hugo Motta por demora em processos contra deputados punidos por ocupar Mesa Diretora

O líder do PSOL na Câmara, deputado Tarcísio Motta, entregou pessoalmente ao presidente da Casa, Hugo Motta, um documento cobrando explicações sobre a...

Equipe econômica tenta postergar votação da PEC que amplia autonomia do BC

Resumo: Integrantes da equipe econômica do governo Lula atuam nos bastidores para adiar a votação da PEC que amplia a autonomia do Banco...