Ata do Copom destaca riscos externos após aumento da Selic e impacto limitado de novo crédito consignado

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Na última quarta-feira (7), Banco Central elevou a taxa básica de juros para 14,75% ao ano; colegiado manteve em aberto seus próximos passos

  • Por da Redação
  • 13/05/2025 11h54 – Atualizado em 13/05/2025 11h56

Raphael Ribeiro/BCB

Gabriel Galípolo

Gabriel Galípolo, atual presidente do Banco Central

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central anunciou que seguirá cauteloso nas futuras decisões sobre a Selic, atualmente em 14,75% ao ano. A ata da reunião indica sinais de desaceleração econômica, corroborando o efeito de juros elevados, mas ainda vê riscos inflacionários elevados e um cenário global incerto.

O Copom notou que a alta dos juros já impactou o crédito, câmbio e indicadores do mercado de trabalho. Esses efeitos devem se fortalecer nos próximos trimestres para alcançar a meta de 3% de inflação, considerada cumprida se o IPCA estiver entre 1,5% e 4,5%. Mesmo com a desaceleração, a política monetária permanece “significativamente contracionista”.

A criação do crédito consignado privado, que permite a troca de dívidas caras por mais baratas, foi mencionada como um fator que pode aumentar temporariamente a renda disponível. No entanto, o Copom prevê que seu impacto será limitado e repleto de incertezas, exigindo vigilância sobre seus efeitos no mercado de crédito e na inflação.

O comitê também observou que o estímulo fiscal recente pressiona a economia. Apesar de uma política fiscal contracíclica ajudar no controle da inflação, a atual postura do governo é expansionista, complicando as ações da política monetária. Economistas alertam que esses estímulos representam um risco persistente para a inflação. Além disso, o cenário internacional volátil, especialmente devido às novas tarifas dos EUA, deve ser monitorado, pois pode afetar decisões econômicas globais.

Diante dessas incertezas, o Copom deixou em aberto seus próximos passos. Expectativas do mercado sugerem a manutenção da Selic em 14,75% na próxima reunião, mas alguns analistas não descartam um possível aumento de 0,25 ponto percentual caso os riscos inflacionários se intensifiquem. A decisão será pautada pela evolução dos dados econômicos visando a estabilidade da inflação.

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