Desconto do INSS: Escritório de Nelson Wilians movimentou R$ 4,3 bilhões em transações suspeitas, aponta Coaf

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Recentemente, o escritório do advogado Nelson Wilians foi destaque ao movimentar impressionantes R$ 4,3 bilhões em transações financeiras consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Essas informações foram extraídas de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) que já estão nas mãos da Polícia Federal, no contexto da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas a descontos indevidos de aposentadorias do INSS.

O foco das investigações gira em torno do empresário Maurício Camisotti, que é visto como um possível beneficiário final deste esquema financeiro. Embora Nelson Wilians não esteja formalmente sob investigação, um dos relatórios revelou que ele transferiu R$ 15,5 milhões para Camisotti, seja como pessoa física ou através de seu escritório de advocacia.

O Coaf detectou movimentações financeiras atípicas em três períodos distintos, sendo o mais significativo entre setembro de 2021 e abril de 2022, com R$ 1 bilhão movimentados (R$ 529,8 milhões em créditos e R$ 522,8 milhões em débitos). Durante a fase crítica da “farra dos descontos”, que ocorreu entre outubro de 2023 e julho de 2024, o montante alcançou R$ 883 milhões.

Wilians, conhecido por sua ostentação nas redes sociais – que inclui mansões luxuosas, jatos e automóveis de alto valor – é advogado de Camisotti e já atuou em várias disputas judiciais que envolvem empresas e associações ligadas ao empresário. Um de seus principais casos diz respeito a conflitos judiciais com o Geap, plano de saúde dos servidores públicos, que se intensificaram após o rompimento de contratos entre 2019 e 2020, sob a gestão militar do governo Bolsonaro.

Além disso, o relacionamento entre Wilians e Camisotti se estreita em transações imobiliárias. Em 2020, Camisotti adquiriu uma mansão no Jardim Europa, na zona mais nobre de São Paulo, por R$ 22 milhões – a propriedade posteriormente integrou o jardim de Wilians.

Em nota enviada ao Metrópoles, Wilians declarou que os montantes movimentados são “plenamente compatíveis com a estrutura e atuação do escritório” e que não há qualquer conexão com práticas ilícitas, enfatizando que todas as transações são legítimas e de natureza privada. Ele ainda frisou que sua relação com Camisotti se limita à “prestação de serviços jurídicos”, aclarando que os pagamentos aos seus serviços estão relacionados a transações registradas formalmente.

Apesar de não ser alvo da investigação, o nome de Wilians continua aparecendo nas discussões entre autoridades e fontes relevantes na busca por entender a malha complexa de empresas e figuras jurídicas envolvidas na organização dos descontos ilegais nas aposentadorias do INSS. O que você acha sobre essa situação? Deixe seus comentários e opiniões abaixo!

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