Motta diz que clima no Congresso é para derrubada do decreto do IOF e dá dez dias para governo apresentar alternativa

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O clima no Congresso está em ebulição, e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), não hesitou em expressar seu descontentamento em relação ao recente decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Após uma reunião crucial com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, realizada na quarta-feira (28), Motta deu um ultimato: a equipe econômica do governo tem dez dias para apresentar uma alternativa viável ao aumento do IOF.

A reunião foi marcada por críticas contundentes. Motta e Alcolumbre não apenas deram voz à insatisfação geral dos deputados, mas enfatizaram a necessidade de uma solução que atenda tanto aos interesses do governo quanto da oposição. “O clima é para a derrubada do decreto do IOF na Câmara”, afirmou Motta. O ministro Haddad, ao explicar os impactos da medida, alertou sobre as consequências que a revogação poderia acarretar nas metas fiscais do país.

Durante a sessão no plenário da Câmara, Motta descreveu o aumento do IOF como “infeliz”, clamando por uma solução equilibrada que beneficie todos os cidadãos. Alcolumbre, por sua vez, criticou a falta de articulação do governo, destacando que a edição do decreto sem consulta ao Legislativo é uma infração das atribuições parlamentares. “Que este exemplo do IOF seja o último em que o governo tenta usurpar as atribuições do Parlamento”, disse ele.

O decreto, que elevou o IOF a 3,5% em operações como remessas internacionais e compras em sites internacionais, foi justificado como uma medida para aumentar a arrecadação, com a expectativa de gerar R$ 61 bilhões em 2026. Contudo, a pressão dos parlamentares e do setor econômico para a revogação da medida só aumentou, levando à discussão de um projeto de decreto legislativo (PDL) que pode ser votado em breve. Assim, a responsabilidade por qualquer mudança agora recai sobre o Congresso, como afirmado por Haddad.

A situação é eletricamente tensa, e os próximos dias serão decisivos. O que você acha dessa pressão política? Deixe sua opinião nos comentários! Sua voz é fundamental neste debate!

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