Advogada explica ação por licença-maternidade para bebê reborn e admite erros: “Quero voltar a ser ninguém”

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Vanessa de Menezes Homem, uma advogada que se tornou o centro de uma polêmica ao buscar licença-maternidade para cuidar de um bebê reborn, abriu o coração em uma entrevista ao site Migalhas. A ação trabalhista, que rapidamente viralizou, levantou um debate profundo sobre o direito das mulheres a um ambiente laboral seguro, especialmente em momentos de vulnerabilidade emocional.

Ela admitiu que conduziu o caso de forma inadequada e expressou seu desejo de se afastar da atenção midiática. “Minha vida está um inferno, e eu quero ser esquecida por todos. Eu só quero voltar a ser ninguém”, revelou ao Bahia Notícias.

A história por trás do processo é íntima e dolorosa. A autora, após adquirir o bebê reborn, solicitou a licença-maternidade, mas a recusa de seu empregador resultou em atitudes hostis no ambiente de trabalho. Vanessa descreveu a situação: “Ela era chamada de louca, sua capacidade mental era questionada, e as piadinhas tornaram o local insuportável. Assim, surgiu a ideia da rescisão indireta, considerando o abalo psicológico que ela enfrentava.”

O objetivo inicial do processo, conforme a advogada, era questionar os danos psicológicos decorrentes da situação. A inclusão do pedido de licença foi uma tentativa de provocar um debate jurídico. “Quis usar isso como uma hipótese teste para ver qual seria a resposta do tribunal”, ponderou.

Além das polêmicas geradas, Vanessa reconheceu erros processuais, como a inclusão de uma procuração equivocada, que ainda gera suspeitas de falsidade documental. “Confundi as procurações e protocolei a do outro advogado por engano”, justificou. Esse erro levou a um ofício da Justiça ao MPF, Polícia Federal e OAB.

A advogada também enfatizou que minimizou a importância do sigilo no processo, afirmando que isso foi um grave deslize: “Além de ter protocolado o documento errado, deixamos o processo público, o que foi um erro adicional”.

Sobre a empresa ré, que se encontra baixada na Receita Federal desde 2015, ela reiterou desconhecer essa informação, mas destacou que a Panorama segue operando sob um novo CNPJ.

Por fim, ela reafirmou que o centro da ação não era a busca por licença-maternidade para um bebê reborn, mas sim o assédio e o constrangimento que sua cliente sofria após o pedido. “O processo versa sobre o constrangimento que essa mãe enfrentou no trabalho, não sobre a licença em si”, concluiu.

O que você pensa sobre essa controvérsia? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião!

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Após condenação, Hytalo Santos e marido têm pedido de habeas corpus negado pela Justiça

O influenciador digital Hytalo Santos, preso desde agosto e condenado por produção de conteúdos e exploração sexual com adolescentes, teve o habeas corpus...

TJ-BA suspende sessão do Pleno por morte de desembargador

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) informou, na manhã desta quarta-feira (25), a suspensão da Primeira Sessão Ordinária do Tribunal...

Suspeito de invadir delegacia para furtar viatura é preso no litoral

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (24/2) em Bertioga, no litoral paulista, o homem suspeito de furtar, em janeiro, uma viatura da Delegacia...