Advogada explica ação polêmica por licença-maternidade para bebê reborn e admite erros no caso

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A advogada Vanessa de Menezes Homem, que liderou uma controversa ação trabalhista buscando licença-maternidade para cuidar de um bebê reborn, decidiu se pronunciar sobre as controvérsias geradas. Em uma entrevista, ela admitiu ter cometido erros na condução do caso, mas defendeu a relevância do debate sobre ambientes de trabalho livres de assédio, especialmente para mulheres em situações de vulnerabilidade psicológica.

A situação que originou a ação foi real: a cliente, após adquirir um bebê reborn, solicitou licença ao empregador. Com a negativa, passou a sofrer humilhações no trabalho. “Ela foi tratada como louca e constantemente alvo de piadas, o que transformou o ambiente em uma situação hostil”, explicou Vanessa. Diante do cenário, decidiu-se por uma ação de rescisão indireta, visando os danos psicológicos que a cliente enfrentava.

O intuito inicial da reclamação era buscar a rescisão indireta, mas a inclusão do pedido de licença foi uma tentativa de gerar debate jurídico. “A ideia era apresentar um exemplo para ver como o tribunal reagiria”, comentou Vanessa, reconhecendo que esse desvio na estratégia acabou exacerbando a situação.

Confira o vídeo abaixo:

Além disso, Vanessa admitiu falhas processuais, como a inclusão inadequada da procuração de outro advogado, José Sinelmo Lima Menezes, que se declarou alheio ao caso. “Um erro simples: juntei a procuração errada ao invés da minha”, esclareceu.

Esse erro gerou desconfianças sobre possíveis fraudes documentais, agora sob investigação da Polícia Federal, MPF e OAB. A advogada também reconheceu que não ter mantido sigilo no processo foi um deslize. “Subestimamos a importância do sigilo e deixamos o caso exposto”, admitiu.

Sobre a empresa ré, que foi retirada da Receita Federal em 2015, Vanessa afirmou não ter conhecimento dessa situação e esclareceu que a Panorama segue operando, mesmo com um CNPJ diferente.

Em declarações ao Bahia Notícias, a advogada sublinhou que a ação judicial não busca propriamente a licença para um bebê reborn. “O foco está no assédio e constrangimento enfrentados pela mãe após solicitar a licença”, concluiu.

“`

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

A 3 meses da eleição, maioria das chapas presidenciais segue sem vice

Com menos de três meses para o primeiro turno de 2026, 13 nomes já aparecem na disputa pela Presidência, mas as coligações ainda...

Na véspera da campanha, Lula reforça presença em redutos do Nordeste

Presidente Lula intensifica entregas no Nordeste antes do defeso eleitoral, fortalecendo palanques regionais Resumo: o presidente Lula reforça a presença no Nordeste com uma...

Aliados avaliam que distância do bolsonarismo pode favorecer Caiado

BrasilEx-governador deu mais um passo na campanha e anunciou Kassab como seu vice. Aliados apontam que ele deve trilhar seu próprio caminhoCompartilhar notícia Ronaldo...