Testemunha contesta PM sobre não atendimento a ocorrência de “arrastão” no Rio Vermelho

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Uma testemunha de um arrastão no Condomínio Alto da Sereia, no Rio Vermelho, denunciou que a Polícia Militar não atendeu ao pedido de envio de viatura na noite do incidente. Em um relato feito ao Bahia Notícias, sob condição de anonimato, a pessoa afirmou que acionou a PM e recebeu a promessa de ajuda que nunca se concretizou.

O assalto ocorreu em um sábado, no dia 5 de julho deste ano. Um criminoso entrou no condomínio assim que duas moradoras acessavam o portão principal, dando início a uma série de roubos. Após o ocorrido, a Polícia Militar declarou que não tinha sido acionada naquele momento.

No entanto, a testemunha contestou essa versão, afirmando que tentou contato com a polícia através do Disque 190. Recebeu a orientação de registrar um Boletim de Ocorrência (BO) pessoalmente, mas insistiu que a equipe da PM deveria ir até o local. Amigos e moradores também ligaram para o 190, tendo sido informados que uma viatura estava a caminho, mas esta nunca chegou.

“Fiz a denúncia ao 190 à noite e, após insistir, fui aconselhada a me dirigir à delegacia para fazer um boletim. Um morador também ligou, e foi informado que a viatura estava chegando. Depois disso, o telefone foi deixado disponível, mas ninguém apareceu”, relatou a testemunha.

Ela enfatizou: “Houve sim uma procura à PM no dia, mas essa não atendeu ao chamado.” O Bahia Notícias buscou esclarecimentos junto à PM sobre os procedimentos adotados, e a corporação afirmou que não recebeu acionamento para a situação relatada. A nota oficial ressaltou que normalmente a PM envia guarnições para averiguação imediata e ressaltou que o Disque 190 é gerido pela Secretaria da Segurança Pública, enquanto a elaboração de BOs é responsabilidade da Polícia Civil.

O comunicado oficial afirma: “Não houve acionamento da PM para a situação relatada. A PM, sempre que solicitada, encaminha guarnições para averiguação imediata. O registro de boletins de ocorrência é de competência da Polícia Civil.”

O que você pensa sobre a resposta da Polícia Militar diante dessa situação? Deixe seu comentário e participe da discussão!

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