Já temendo execução, Kleber “Charutinho” teria solicitado escolta após deixar presídio de Mata Escura

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Kleber Herculano de Jesus, conhecido como Charutinho, tornou-se o alvo central de uma investigação policial após sua execução, que ocorreu no mesmo dia em que saiu do presídio de Mata Escura. O caso, que gerou repercussão na cidade de Feira de Santana, foi confirmado pelo delegado Gustavo Coutinho, responsável pela Delegacia de Homicídios. De acordo com o delegado, Charutinho havia solicitado escolta policial, evidenciando seu temor por um possível atentado.

Na segunda-feira (14), por volta das 18h, Charutinho foi assassinado com 16 tiros na Avenida Nóide Cerqueira, próximo ao viaduto da BR-324. O crime foi rápido e violento: criminosos armados interceptaram seu veículo, obrigando a advogada, o motorista e a esposa a deixarem o carro antes de atacá-lo. Apenas Kleber foi mantido na cena, enquanto testemunhas que presenciaram o ocorrido relataram a dificuldade em identificar os atiradores, um dos quais estava com a camisa enrolada na cabeça.

O histórico criminoso de Charutinho remete à organização El Patrón, identificada pelo Ministério Público como um grupo envolvido em diversos crimes, incluindo extorsão e lavagem de dinheiro. Com raízes que datam da década de 1990, o grupo foi liderado a partir de 2013 pelo deputado Binho Galinha, que se consolidou no comando após a morte de um importante bicheiro da época.

As investigações revelaram que a organização tinha um amplo domínio sobre atividades ilegais, especialmente em Feira de Santana e em cidades vizinhas. Nomes como “Macaco”, “Vini”, e “Charuto” fazem parte de uma lista de participantes identificados pelas autoridades. A situação se complicou ainda mais após o Superior Tribunal de Justiça anular os efeitos da Operação El Patrón, resultado de deliberações sobre falhas processuais, o que beneficia não apenas Binho Galinha, mas os demais réus envolvidos.

A decisão do STJ se baseou em irregularidades no acesso a dados financeiros que resultaram no início da investigação. O que resta agora é uma expectativa sobre os passos futuros do órgão acusador e a possibilidade de reverter esse entendimento legal. A segurança em Feira de Santana e as consequências para a organização criminosa permanecem incertas, enquanto novos desdobramentos aguardam por esclarecimento.

O que você acha sobre a dinâmica do crime organizado e as decisões judiciais nesse contexto? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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