Moraes manda prender mulher que furou domiciliar por quase mil vezes

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a prisão preventiva de Iraci Nagoshi, de 71 anos, após repetidos descumprimentos da prisão domiciliar. Iraci, condenada por participar da depredação na Praça dos Três Poderes em 8 de janeiro, violou as medidas cautelares em impressionantes 949 ocasiões, ultrapassando a área permitida e apresentando problemas com seu monitoramento eletrônico.

As informações da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo (Seape-SP) revelam que, apesar de duas justificativas aceitas anteriormente, Moraes alertou que decisões não poderiam ser feitas pela ré de forma autônoma. “Após os dados apresentados, verifiquei que a executada descumpriu reiteradamente, sem qualquer autorização desta Corte, a prisão domiciliar”, afirmou o ministro.

“Essas circunstâncias evidenciam o desprezo da reeducanda pela pena imposta e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais”, complementou Moraes ao justificar a prisão.

Iraci, ex-professora de português, foi condenada a 14 anos de prisão e teve sua defesa contatada, mas não obteve resposta.

Além de Iraci, outro caso também foi destacado: Moraes revogou a prisão domiciliar de Vildete Ferreira da Silva Guardia. Ela também violou regras no monitoramento, com registros de fim de bateria e perda de sinal. A defesa não apresentou justificativas, levando Moraes a determinar a prisão.

Vildete, condenada a 11 anos de prisão por envolvimento nos eventos de 8 de janeiro, teve um pedido de reconsideração de sua situação encaminhado à Procuradoria-Geral da República, destacando um “iminente risco de morte” que justificaria a permanência em prisão domiciliar.

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