Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos, faleceu nesta terça-feira, dias após dar entrada no Hospital do Coração (HCor), em São Paulo. O autor de novelas emblemáticas deixa um legado duradouro na teledramaturgia brasileira.
A confirmação da morte foi divulgada pelo HCor, que informou que Benedito sofria de insuficiência renal crônica (IRC). A notícia foi inicialmente anunciada pelo jornalista Leo Dias e, posteriormente, confirmada pelo colunista Lucas Pasin, do site Metrópoles.
No começo do ano, o escritor ficou 19 dias internado para tratar o quadro de IRC, condição que o acompanhava há cerca de três anos, com histórico de reinternações por infecções urinárias.
Nascido em Gália, no interior de São Paulo, Benedito tornou-se referência da dramaturgia televisiva, reconhecido por histórias que dialogam com o regionalismo brasileiro. Entre suas obras mais marcantes estão Pantanal (1990), O Rei do Gado (1996), Terra Nostra (1999), Cabocla (1979/2004), Sinhá Moça (1986/2006) e Renascer (1993).
Mesmo afastado da escrita ativa pela idade, seu legado ganhou continuidade com a atuação de seus netos, como Bruno Luperi, que supervisionou e escreveu os remakes de Pantanal (2022) e Renascer (2024).
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