Atriz de Ó Paí, Ó vai parar no hospital após agressão brutal do ex

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VIOLÊNCIA

Artista compartilha relato do incidente em vídeo no Instagram

Por Edvaldo Sales

07/08/2025 – 15:35 h

Atriz fez parte do elenco de  ‘Ó Paí, Ó’ e ‘Ó Paí, Ó 2’

Atriz conhecida por seu papel em ‘Ó Paí, Ó’ –

Constituindo uma voz forte na arte e na luta contra a violência, Lyu Árisson, famosa por seu papel como Yolanda no filme ‘Ó Paí, Ó’, recentemente passou por uma experiência traumática. A atriz foi vítima de uma brutal agressão por seu ex-namorado em sua casa em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Em um vídeo sincero compartilhado em seu Instagram, Lyu descreveu o horror vivido na manhã de 26 de julho, quando acordou sob um ataque violento. “Fiquei tonta, tentei lutar, mas ele tentou me sufocar. Achei que ia morrer”, revelou, enfatizando a luta pela sobrevivência que conseguiu vencer. Mesmo gravemente ferida, ela encontrou a força para escapar e buscar ajuda.

Utilizando sua astúcia, Lyu pediu ao agressor que buscasse um pano para estancar o sangramento. Nesse momento crucial, ela fugiu, recebendo ajuda de um vizinho que a levou ao hospital. Atualmente internada no Hospital Ortopédico da Bahia, a atriz enfrenta a recuperação após sofrer três fraturas no braço e diversos hematomas.

Lyu revelou que a decisão de tornar público o incidente foi difícil, pois estava com o rosto desfigurado e queria que os hematomas diminuíssem. “Esperei os hematomas diminuírem, eu estava irreconhecível… Ele trancou portas e janelas para ninguém ouvir meus gritos”, compartilhou, destacando o comportamento controlador do ex-namorado, que tentou isolá-la de amigos e familiares antes da agressão.

Motivação transfóbica do crime

Durante seu relato, Lyu também trouxe à tona a questão da transfobia, afirmando que a violência que sofreu estava enraizada em questões de intolerância. “Ele não aceitava o fim, queria me isolar. Não tolerarei agressão contra nenhuma mulher, nenhuma trans, e principalmente contra mim”, declarou, agradecendo aos profissionais de saúde e à comunidade que a apoiaram. Sua coragem em expor sua história serve como um alerta contra a violência de gênero e a transfobia no Brasil.

Agressor em custódia

O agressor foi detido e, com o suporte de seus advogados, Lyu planeja formalizar a denúncia através de um boletim de ocorrência e um exame de corpo de delito tão logo receba alta médica. “Se eu não tivesse conseguido fugir, estaria morta. Estou viva e vou denunciar”, reafirmou, mostrando determinação em não se calar diante da violência.

Assista ao relato:

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