Resumo: o governo Lula decidiu, pelo menos por ora, não incluir o STF na lista de mais de 50 órgãos da administração pública que vão devolver delegados da Polícia Federal cedidos. A medida visa fortalecer o combate ao crime organizado sem interromper o funcionamento da Corte, em meio a uma redefinição de funções e deslocamentos entre tribunais e gabinetes.
Entre os delegados ligados ao STF, figura Fábio Shor, que atua no gabinete de Alexandre de Moraes, e Fábio Lucena, ligado a Luiz Fux. O ministro André Mendonça, relator do Caso Master e da Farra do INSS, conta com Graziela Machado e Thiago Marcantonio, além de Raphael de Mello Batista na Polícia Judicial. O conjunto ilustra a presença de delegados próximos a diferentes ministros em funções estratégicas.
Segundo o governo, aproximadamente 50 delegados da PF devem trabalhar em investigações sobre facções criminosas, dentro do programa Brasil Contra o Crime Organizado. A justificativa é realocar forças para o enfrentamento do crime, mantendo o STF poupado para não atrapalhar a agenda da Corte, embora o movimento envolva mudanças relevantes na estrutura de atuação da PF.
Enquanto o STF fica de fora, o STJ foi atingido pelo recalque: o Ministério da Justiça enviou ao presidente Herman Benjamin um requerimento para a retirada de quatro delegados que atuavam no tribunal, buscando fortalecer o STJ em investigações de alto impacto no âmbito da decisão judicial.


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